Maurílio Paiva está foragido desde agosto e não foi localizado após a vítima reconhecê-lo como autor das agressões...
Maurílio Paiva, condenado a mais de 12 anos de prisão por participação no assassinato de uma mulher em Porto Velho, é suspeito de invadir uma residência, agredir uma mulher e ameaçar matar ela e a filha em uma região de sítios na BR-319, na divisa entre Rondônia e Amazonas. Ele está foragido da Justiça desde agosto de 2026.
O caso ocorreu na noite de domingo (6). A vítima estava sozinha com a filha quando Maurílio, que trabalhava como caseiro em uma propriedade próxima, teria arrombado a porta da residência e entrado no imóvel armado com uma faca.
Segundo o registro policial, o homem passou a ameaçar e xingar a mulher. Ela tentou se proteger correndo para um dos quartos, mas foi alcançada. Durante a luta corporal, sofreu cortes nas pernas.
O cabo da faca teria quebrado durante o confronto. Maurílio então teria passado a agredir a vítima com socos e batido a cabeça dela contra a parede.
Ainda conforme o relato da mulher, o suspeito permaneceu na residência por algumas horas e continuou fazendo ameaças. Antes de sair, teria afirmado que mataria mãe e filha caso a polícia fosse acionada. A vítima disse desconhecer a motivação das agressões.
A Polícia Militar realizou buscas no sítio onde Maurílio trabalhava como caseiro, mas não conseguiu encontrá-lo. Um documento de identificação foi localizado no imóvel, e a vítima reconheceu, por meio da fotografia, Maurílio como o homem que teria cometido as agressões.
Maurílio Paiva foi condenado pelo 2º Tribunal do Júri de Porto Velho, em abril de 2015, a mais de 12 anos de prisão pelo homicídio qualificado de Jaqueline Naiara Costa Guedes, de 29 anos.
O crime aconteceu em janeiro de 2014. Maurílio abordou Jaqueline de forma violenta, imobilizou a vítima e a entregou a outras pessoas em troca de drogas. Ela posteriormente foi encontrada morta em um terreno baldio na Zona Leste de Porto Velho.
Em dezembro de 2025, Maurílio recebeu autorização para cumprir a pena no regime semiaberto e passou a ser monitorado eletronicamente.
De acordo com o Tribunal de Justiça de Rondônia, o apenado rompeu a tornozeleira eletrônica em 1º de agosto de 2026 e passou a ser considerado foragido. Um mandado de prisão foi expedido contra ele.
A Secretaria de Estado da Justiça, porém, informou que o sistema registrou perda de comunicação com o equipamento após Maurílio se deslocar para uma área rural sem cobertura de telefonia móvel. A Sejus afirmou que não recebeu alerta específico de rompimento e, por isso, não poderia confirmar que a tornozeleira tenha sido retirada ou violada.
Após a perda do sinal, foram realizadas tentativas de contato e buscas em endereços relacionados ao condenado, sem sucesso. Até o momento, Maurílio não foi localizado.





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