Valor médio do benefício passará de R$ 675 para R$ 777, com impacto de R$ 5,8 bilhões nas contas públicas em 2026...
A 17 dias do primeiro turno das eleições de 2026, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou reajuste no Bolsa Família. O valor mínimo pago às famílias passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio subirá de R$ 675 para R$ 777.
Os novos valores começam a ser pagos a partir da folha de outubro. O impacto estimado do reajuste nas contas públicas será de R$ 5,8 bilhões ainda em 2026.
Para 2027, a equipe econômica estima um custo adicional de aproximadamente R$ 22,7 bilhões. A proposta orçamentária deverá ser ajustada para incorporar o aumento das despesas.
Com a mudança, o Benefício de Renda de Cidadania será de R$ 164 por integrante. O Benefício Complementar poderá chegar ao valor necessário para garantir R$ 691 às famílias que não alcançarem esse patamar.
Já o Benefício Primeira Infância será de R$ 173 por criança com até sete anos incompletos. O Benefício Variável Familiar ficará em R$ 58 por integrante que se enquadre nas condições previstas pelo programa.
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que existe espaço fiscal para implementar o reajuste e que a mudança não deverá provocar bloqueio adicional de despesas no próximo relatório de avaliação de receitas e despesas.
Segundo o ministro, parte dos recursos necessários será obtida por meio do remanejamento de despesas em áreas onde foram identificadas sobras, principalmente na Previdência Social.
O anúncio ocorre na reta final da campanha presidencial de 2026, a poucos dias da votação do primeiro turno.





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