Plano de governo 2027-2030 da Coligação Juntos por Rondônia prevê nova regulação, hospitais regionais, telessaúde e operação de 180 dias...
Quem precisa atravessar Rondônia para conseguir uma
consulta, exame ou cirurgia conhece um dos problemas que o primeiro eixo do
plano de governo de Marcos Rogério pretende enfrentar: a distância entre o
paciente e o atendimento.
Segundo o Plano de Governo registrado na Justiça Eleitoral,
a saúde é a primeira das dez áreas prioritárias da chapa formada por Marcos
Rogério e pelo candidato a vice-governador, deputado estadual Delegado Rodrigo
Camargo, da Coligação Juntos por Rondônia.
Ao todo, são 23 projetos e frentes de atuação, que incluem
redução de filas, reorganização da regulação, regionalização do atendimento,
telemedicina, saúde ribeirinha e indígena, saúde mental, atendimento a pessoas
com deficiência e neurodivergência, saúde bucal, hospitais e reabilitação.
Gabinete de crise e redução das filas
A primeira medida prevista é o Gabinete de Crise da Saúde,
sob coordenação direta do governador. A estrutura deverá levantar gargalos de
gestão, contratos, estoques, situação dos hospitais e capacidade de
atendimento. A Central de Regulação também será analisada para dimensionar as
filas e a capacidade disponível na rede pública e complementar.
Nos primeiros 100 dias, o plano prevê concluir o
diagnóstico, qualificar as filas e publicar um plano emergencial.
O S.O.S. Saúde terá duração inicial de 180 dias para reduzir
o passivo de consultas especializadas, exames e cirurgias eletivas. A proposta
prevê utilizar capacidade ociosa da rede pública e, quando necessário,
contratar serviços privados e filantrópicos, inclusive à noite e nos fins de
semana.
O Cirurgia Já seria permanente, com produção cirúrgica
durante todo o ano, metas regionais, acompanhamento de prazos e auditoria dos
resultados.
Regulação e regionalização
O SIRO é apresentado como uma nova geração da regulação
estadual, conectando os 52 municípios e os distritos. A plataforma deverá
organizar solicitações por protocolos clínicos, risco e tempo de espera e
acompanhar leitos, consultas e exames.
O modelo será acompanhado pela Comissão Estadual de
Inteligência e Monitoramento em Saúde (CEIMS). Também está prevista a
utilização do FluxSUS, ou solução equivalente, para identificar onde os
pacientes procuram atendimento e quais regiões enviam demanda para outros
municípios.
O programa Saúde Perto de Casa prevê a chamada Tabela SUS Rondoniense,
com complementação estadual de valores para determinados procedimentos,
vinculada a metas, qualidade e auditoria. A proposta é ofertar consultas e
exames, como endoscopia, colonoscopia e ecocardiograma, mais perto da
residência do paciente.
O plano prevê Ambulatórios Médicos de Especialidades em
Vilhena, Cacoal, Rolim de Moura, Ji-Paraná, Ariquemes, São Francisco do Guaporé
e Guajará-Mirim, além dos Contratos de Gestão Regionalizada da Saúde, com metas
de acesso, segurança, qualidade e eficiência.
Telemedicina, carretas e atendimento pelos rios
Saúde Digital, Telemedicina, Teleconsultoria e
Telematriciamento permitirão que médicos da atenção básica discutam casos com
especialistas de outras regiões.
Os Containers Consultórios seriam unidades modulares com
acessibilidade, climatização, privacidade e conexão segura, inclusive por
satélite. As Carretas da Saúde levariam exames avançados e pequenos
procedimentos às regiões com demanda reprimida.
A Política Estadual de Saúde Ribeirinha prevê atendimento
médico e odontológico, vacinação, exames, ultrassonografia, eletrocardiograma,
medicamentos e acompanhamento de doenças crônicas nas áreas de maior
dificuldade de acesso.
Já a Política Estadual de Saúde dos Povos Indígenas prevê
articulação entre Estado, Secretaria Especial de Saúde Indígena, Distritos
Sanitários Especiais Indígenas e municípios para organizar o acesso a
urgências, consultas, exames, cirurgias e internações.
Profissionais, saúde mental e neurodivergência
O Programa Estadual de Força de Trabalho deverá dimensionar
a necessidade de profissionais por unidade e região, com previsão de concursos
planejados, substituição gradual de vínculos precários, distribuição das
equipes e educação continuada.
O Centro Logístico de Abastecimento e Distribuição (CELAD)
pretende centralizar medicamentos, materiais e insumos, com controle digital de
estoques, validade, lotes e distribuição.
Na saúde mental, o plano prevê o Centro Estadual de Saúde
Mental, como retaguarda para CAPS, atenção primária e leitos de saúde mental em
hospitais gerais, além de prevenção ao suicídio e atenção às crises.
A Política Estadual para Pessoas com Deficiência e
Neurodivergência prevê identificação precoce de sinais de atraso no
desenvolvimento e integração entre saúde, educação e assistência social. O
plano prevê estudos para implantação de Centros Especializados em Autismo e
Neurodesenvolvimento em Porto Velho, Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal e Vilhena.
O Sorriso Rondoniense prevê organização da rede de saúde
bucal, incluindo próteses, cirurgias e atendimento especializado. O Mulher
Plena cria uma linha de atendimento para a menopausa, com ginecologia,
endocrinologia, nutrição e psicologia, além da Caravana Mulher Plena.
Hospitais, trauma e reabilitação
O novo Hospital de Urgência de Porto Velho está entre as
prioridades e substituiria a estrutura atual do João Paulo II, com alta
complexidade, centro cirúrgico, terapia intensiva, trauma e diagnóstico por
imagem.
Em Ariquemes, a proposta é retomar e concluir o Hospital
Regional. O Plano Integrado de Modernização da Rede Hospitalar deverá orientar
a ampliação de leitos e novas estruturas a partir de dados sobre demanda,
ocupação, filas, profissionais e custos. Ji-Paraná aparece entre os pontos a
serem fortalecidos.
A 23ª proposta é o Complexo Estadual de Trauma e
Reabilitação, com Hospital Estadual de Trauma e Centro Estadual de
Reabilitação. O projeto prevê ainda modernização do Banco Estadual de Órteses e
Próteses e criação de um Centro de Formação em Trauma para equipes do SAMU,
Corpo de Bombeiros e profissionais médicos.
No desenho apresentado por Marcos Rogério e Delegado Rodrigo
Camargo, a saúde reúne regulação, profissionais, logística, atendimento
regional, hospitais, prevenção e reabilitação.
A régua proposta é simples: quanto tempo o paciente esperou,
quantos quilômetros precisou percorrer e se conseguiu, de fato, ser atendido.
fonte - assessoria.





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