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Caminhão de matrícula espanhola carregado com "narcolancha" abandonado no rio Minho

Um caminhão de matrícula espanhola carregado com uma lancha rápida foi abandonado, esta madrugada, numa rampa de acesso de embarcações no rio Minho, em Lanhelas, Caminha.

No interior do semi-reboque, parcialmente submerso, estava uma lancha trimotor, popularmente conhecida como "narcolancha", por ser utilizada no tráfico internacional de droga na costa portuguesa e no oceano Atlântico. No local não foi encontrado qualquer produto estupefaciente.



As autoridades foram alertadas para a situação ao início da manhã. Pelas 16.30 horas, o veículo e a lancha ainda se encontravam no local, mas devem ser removidos ainda hoje.


"Fomos alertados por volta das 8.20 horas da manhã para a existência de um semi-reboque com um camião acoplado, com uma lancha rápida no seu interior e abandonado na zona de Lanhelas em Caminha", informou o Comandante Vieira Pereira, Capitão do Porto de Caminha, indicando que, à chegada ao local, se encontrava uma patrulha da GNR, também acionada para a ocorrência.


O valor do caminhão e da lancha está estimado em mais de 400 mil euros, segundo a autoridade marítima.


"Pelas características, trata-se de uma embarcação de alta velocidade, com três motores de grande potência, semelhantes aquelas que são usadas alegadamente para o tráfico de droga", referiu, adiantando que "não foi encontrado qualquer produto estupefaciente".


Lancha sem identificação

O Comandante Vieira Pereira confirma que o camião tem matricula espanhola e a lancha "não possui qualquer identificação, por isso, está ao abrigo do novo regulamento das embarcações de alta velocidade".


"O caminhão estava numa rampa de colocação de embarcações e, com a maré em cima, estava parcialmente dentro de água. Neste momento, está quase todo de fora e continua no local. Estamos a aguardar uma empresa especializada para remoção do conjunto", indicou, adiantando ainda que "a investigação vai ficar com a Polícia Marítima e o material será apreendido, e ficará à guarda do processo".


Segundo Vieira Pereira, das diligências desenvolvidas, "não foi possível chegar a nenhum interveniente". "O que podemos adiantar é que algo correu mal com a colocação ou com a retirada [da lancha do rio], mas ainda não temos certeza exatamente de qual foi o cenário", acrescentou.


Além disso, sublinhou que o caso não é inédito. "Já há três anos tivemos uma situação semelhante, com um camião, que não foi bem abandonado. Foi noutras circunstâncias", disse, sem adiantar mais pormenores.



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