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Show de Juliana Bonde: TCE investiga contrato após valor quase dobrar em Rondônia

Proposta inicial previa R$ 235 mil, mas contrato foi elevado para R$ 450 mil após inclusão do "DJ Maluco", nas comemorações dos 97 anos de Guajará-Mirim; aumento que motivou a investigação do TCE...

O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) instaurou uma investigação para apurar possíveis irregularidades na contratação do show da banda Bonde do Forró, da cantora Juliana Bonde e do "DJ Maluco" durante as festividades dos 97 anos de Guajará-Mirim. A fiscalização foi aberta após técnicos identificarem indícios de sobrepreço em um contrato firmado por R$ 450 mil, por meio de inexigibilidade de licitação.

De acordo com a análise do Tribunal, a proposta inicial apresentada pela empresa responsável previa o valor de R$ 235 mil para as apresentações do Bonde do Forró e de Juliana Bonde. Posteriormente, o contrato foi reajustado para R$ 450 mil com a inclusão do "DJ Maluco", representando um acréscimo de R$ 215 mil.

Para verificar se os valores praticados eram compatíveis com o mercado, o TCE comparou a contratação com apresentações semelhantes realizadas em outros estados. Segundo o relatório, municípios de Mato Grosso e Minas Gerais contrataram o Bonde do Forró por R$ 185 mil e R$ 170 mil, respectivamente. Além disso, o Tribunal encontrou uma proposta da própria empresa, datada de dezembro de 2025, no valor de R$ 235 mil para o show da banda e da cantora, sem a participação do "DJ Maluco".

Outro ponto que chamou a atenção dos auditores foi a ausência de referências de mercado que justificassem o valor atribuído ao "DJ Maluco". Conforme o relatório, há informações de que ele atua como produtor musical e integrante da equipe do Bonde do Forró, e não como uma atração artística independente. Por isso, o Tribunal pretende verificar se houve, de fato, uma apresentação separada que justificasse o aumento no contrato.

Os técnicos também destacaram que todas as apresentações ocorreram em um único dia, utilizando a mesma estrutura de palco, som e iluminação, o que reforça a necessidade de esclarecer a justificativa para o acréscimo de R$ 215 mil.

Além da suspeita de sobrepreço, o TCE também vai apurar possíveis alterações no objeto do contrato após a proposta inicial, a legalidade da contratação por inexigibilidade de licitação e a informação de que a formação principal do Bonde do Forró poderia ter outro compromisso na mesma data do evento, realizado em 11 de abril deste ano.

Diante dos indícios apontados pela equipe técnica, o Tribunal converteu a apuração preliminar em fiscalização de atos e contratos. 

A investigação será conduzida pela Secretaria-Geral de Controle Externo, que deverá aprofundar a análise para verificar se houve irregularidades na contratação.



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