Intermediários cobravam entre R$ 20 e R$ 50 para garantir agendamentos gratuitos; denúncias apontam possível mercado paralelo diante da alta procura pelo serviço...
| Foto - edição R1 Rondônia/acervo pessoal |
O caso ganhou repercussão após moradores relatarem dificuldades para conseguir vagas no sistema oficial de agendamento, disponível no Portal do Cidadão. As vagas são liberadas semanalmente, às sextas-feiras, às 12h30, mas, segundo usuários, costumam se esgotar em poucos minutos.
Diante da dificuldade, muitos passaram a recorrer ao chamado mercado paralelo. Anúncios foram identificados em redes sociais, grupos de WhatsApp e por indicação de pessoas que já utilizaram o serviço.
Em alguns casos, os intermediários prometiam garantir vagas para a semana seguinte mediante pagamento antecipado.
| foto - reprodução redes sociais |
Segundo relatos obtidos pela reportagem, os suspeitos solicitavam apenas nome completo, CPF e data de nascimento para realizar o agendamento. Também afirmavam que, caso o pagamento não fosse efetuado, a vaga seria cancelada e o interessado poderia ficar impedido de realizar um novo agendamento por até 20 dias.
A dificuldade para obter o documento tem causado transtornos à população. Há relatos de pessoas que dependem da identidade para acessar serviços públicos, como retirada de medicamentos, mas não conseguem agendar o atendimento.
| FOTO - ACERVO PESSOAL |
Em nota, o Governo de Rondônia informou que o aumento da procura pela nova Carteira de Identidade Nacional provocou sobrecarga no sistema de agendamento e que medidas vêm sendo adotadas para ampliar a oferta de vagas. A Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec) também destacou que o alto índice de faltas aos atendimentos reduz a disponibilidade de horários.
O Ministério Público de Rondônia informou que acompanha a implantação da nova CIN no estado e confirmou ter recebido denúncias sobre a venda irregular de vagas. Segundo o órgão, mecanismos de segurança foram implementados para dificultar fraudes, e os casos com indícios de crime estão sendo encaminhados às Promotorias de Justiça responsáveis e às autoridades policiais para investigação.
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