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Após ataques, Trump diz que Irã procurou EUA em busca de novo acordo

Após o fim da trégua, Donald Trump afirma que Irã busca diálogo após novos ataques dos EUA, mas questiona se país é "digno de um acordo"

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (8/7) que o Irã entrou em contato com Washington para tentar negociar um novo acordo, horas após a retomada dos confrontos entre os dois países.



Apesar da sinalização de diálogo, o republicano disse não saber se Teerã é “digno de um acordo”.


“Eles ligaram há pouco tempo, querem muito fechar um acordo. Só não sei se eles são dignos de um acordo”, declarou Trump a bordo do Air Force One, durante o retorno da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada em Ancara, na Turquia.


A declaração ocorre horas depois de Trump anunciar que considera encerrado o memorando de entendimento firmado entre Estados Unidos e Irã em junho, que previa um cessar-fogo provisório e abria caminho para um acordo de paz permanente.


Segundo o mandatário norte-americano, o acordo perdeu o sentido após o Irã promover ataques contra embarcações que navegavam pelo Estreito de Ormuz. “Cada vez que eles nos atacam, nós os atacamos 20 vezes”, afirmou.


Novos ataques dos EUA

Mais cedo, o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) anunciou uma nova ofensiva contra alvos ligados ao Irã.

Em comunicado, o comando militar informou que a operação foi autorizada por Trump e tem como objetivo reduzir a capacidade iraniana de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, a principal rota marítima para o transporte mundial de petróleo.

Os Estados Unidos também responsabilizaram o Irã por recentes ataques contra navios comerciais e tripulações civis que transitavam pela região.

Teerã nega as acusações.

Após o anúncio da ofensiva, Trump voltou a ameaçar o governo iraniano e afirmou que uma eventual nova ofensiva contra embarcações na região provocará uma resposta ainda mais dura dos Estados Unidos.


Trégua chegou ao fim

A escalada militar marca o rompimento do memorando de entendimento assinado entre Washington e Teerã em 17 de junho.


O documento estabelecia um cessar-fogo e previa até 60 dias de negociações para a construção de um acordo de paz permanente.


Nas últimas semanas, porém, as divergências sobre o programa nuclear iraniano, as sanções econômicas e a segurança no Estreito de Ormuz aumentaram.


Na terça-feira (7/7), os Estados Unidos acusaram o Irã de atacar embarcações comerciais na região. No dia seguinte, Trump declarou que o acordo havia “acabado” e autorizou novos bombardeios contra alvos iranianos.


O governo iraniano, por sua vez, acusa Washington de violar os compromissos assumidos durante as negociações.


O ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araghchi, classificou como uma “violação flagrante” a decisão dos Estados Unidos de revogar uma licença relacionada ao memorando e afirmou que a medida demonstra “má-fé, inconsistência e falta de confiabilidade” por parte do governo americano. (Metrópoles)



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