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Romário diz que abrirá mão do salário no Senado para a Copa

Em participação remota, senador carioca afirmou ter ficado no cargo para votar pela 6x1 "em Brasília, nos EUA ou em Marte"...


No exterior para acompanhar a Copa do Mundo há três semanas, o senador Romário (PL-RJ) fez rápida participação remota nesta terça-feira (30) em sessão plenária para informar ter entregue um ofício ao Senado para abrir mão do salário de R$ 46,4 mil e demais benefícios como congressista durante o período em que estiver em viagem – a final do torneio será em 19 de julho.

O senador vinha sendo alvo de críticas nas redes por aproveitar as sessões semipresenciais, que permitem a participação à distância, para seguir recebendo os pagamentos mesmo fora de Brasília.

Conforme Romário, a escolha por se manter no mandato ao invés de tirar licença foi em favor da causa trabalhadora: o senador disse que queria estar no mandato para votar a favor da proposta de emenda à Constituição que acaba com a jornada 6x1. O texto está parado no Senado desde o fim de maio e deve começar a caminhar na quarta (1º), quando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem reunião prevista com autores do texto e líderes governistas para definir o caminho e a velocidade que a PEC tomará.

“Se eu estivesse tirando licença nesse período, eu não poderia votar, e isso prejudicaria o povo do meu estado, o Rio de Janeiro, a quem eu presto contas dos meus posicionamentos políticos. Cada voto conta. Meu compromisso com os trabalhadores é sagrado, estando em Brasília, nos Estados Unidos ou em Marte", afirmou Romário na videochamada.

A iniciativa do senador, tetracampeão do mundo pela Seleção Brasileira em 1994, foi recebida com ressalvas por Alcolumbre, que voltou a criticar o que considera serem reações desproporcionais da sociedade a atitudes dos congressistas.

“Você está honrando o Brasil como sempre honrou como nosso ídolo, nosso campeão da Copa do Mundo, e com muita honra senador reeleito pelo estado do Rio. É isso que eu falo do que está acontecendo com a política no Brasil: as agressões são tantas e tamanhas que estão forçando um colega senador da República, participando de um episódio mundial, ter que falar no microfone que está abrindo mão do salário e de qualquer remuneração para devolver pros cofres públicos pelas agressões e pelas ofensas que está vivendo", criticou o presidente do Senado.

fonte - SBT NEWS.



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