Operação cumpriu nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio judicial de aproximadamente R$ 10 milhões
Um delegado e dois agentes da Polícia Civil da Paraíba foram presos, nesta sexta-feira (2), suspeitos de vazarem dados de investigações para facções.
As prisão faz parte da Operação Perfidus, que tem como objetivo desarticular uma organização criminosa estruturada e infiltrada em órgãos de segurança pública, investigada pela prática de tráfico de drogas, corrupção e associação com traficantes.
A ação foi coordenada pela Polícia Civil da Paraíba e o Ministério Público da Paraíba, por meio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), da Unidade de Inteligência Policial (UNINTELPOL) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).
A operação cumpriu nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões, com o objetivo de interromper o fluxo financeiro das atividades ilícitas e assegurar eventual reparação de danos.
De acordo com os elementos informativos reunidos ao longo da investigação, o grupo recebia informações de traficantes sobre imóveis e veículos utilizados para o armazenamento e transporte de entorpecentes.
Com as informações, os investigados realizavam inspeções clandestinas em imóveis e abordagens a veículos supostamente vinculados ao tráfico de drogas, valendo-se da condição funcional e da aparência de legalidade conferida pelo exercício da atividade policial.
Ainda segundo a investigação, parte das drogas localizadas nessas ações era desviada e comercializada, inclusive dentro do sistema prisional.
Outro ponto apurado foi o repasse de informações sigilosas sobre operações policiais a integrantes do tráfico de drogas, o que permitia a frustração de ações repressivas, a evasão de suspeitos e a continuidade das atividades criminosas.
A Polícia informou que o nome da operação faz referência à palavra latina “Perfidus”, que significa “traidor” ou “desleal”, em alusão à conduta atribuída aos investigados que, segundo as apurações, teriam utilizado estruturas e prerrogativas estatais para favorecer atividades criminosas. (CNN)







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