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Nunes Marques assume hoje TSE com ideia de defender urna eletrônica

Ministro também pretende reduzir intervencionismo judicial durante campanha eleitoral e ampliar diálogo com TREs, partidos e advogados...


O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Kassio Nunes Marques disse a interlocutores que pretende, durante sua gestão à frente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), defender a urna eletrônica e promover um menor intervencionismo judicial durante a campanha eleitoral deste ano. Ele toma posse às 19h desta terça-feira (12).

Nunes Marques pretende ampliar o diálogo com os Tribunais Regionais Eleitorais e pedir a eles especial atenção à manutenção do parque de urnas — os locais onde as urnas eletrônicas são armazenadas nessas cortes eleitorais.

Há hoje no Brasil cerca de 500 mil urnas eletrônicas, e cabe a esses tribunais armazená-las e mantê-las.

A linha de defesa da urna contrasta com a adotada pela campanha de Jair Bolsonaro em 2022, que levantou dúvidas sobre a confiabilidade das urnas durante toda a campanha. O ex-presidente foi quem nomeou Nunes Marques para o STF, em novembro de 2020.

Além da urna eletrônica, Nunes Marques pretende também adotar uma posição menos intervencionista do que a de Alexandre de Moraes durante as eleições de 2022. Isso significa, na prática, tentar dar mais protagonismo ao eleitor e aos candidatos, e menos à Justiça Eleitoral.

Ele é, por exemplo, favorável à adoção do direito de resposta quando for o caso, em vez de determinar diretamente a remoção de um conteúdo antes de um julgamento, algo que Moraes costumava fazer.

Nunes Marques também pretende ampliar o diálogo com partidos e advogados eleitorais para buscar conciliações políticas sobre assuntos controversos que possam surgir na campanha.

Outro ponto que Nunes Marques pretende desenvolver é parcerias com universidades no sentido de reduzir o efeito nocivo da inteligência artificial nas campanhas.

O ministro já relatou a interlocutores ter gostado de um aplicativo desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Informática da Universidade Federal de Goiás em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral de Goiás, que checa fake news e deep fakes de texto, áudio e vídeo.

fonte - CNN BRASIL.



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