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Goldman projeta Brasil caindo para Argentina na semi da Copa; veja quem leva o título

Modelo estatístico aponta que a Espanha é a seleção mais provável de sair campeã do torneio

Economistas do Goldman Sachs Group Inc. fizeram as contas sobre a Copa do Mundo e — assim como outros — concluíram que a Espanha é a seleção mais provável de sair campeã do maior torneio de futebol do planeta.



“Nosso prognóstico está alinhado com o padrão histórico de que a Copa do Mundo quase sempre volta para a Europa depois de ser vencida por uma equipe sul-americana”, escreveram em nota nesta sexta-feira os economistas do Goldman liderados por Jan Hatzius.


O modelo estatístico do Goldman apontou 26% de probabilidade de a Espanha vencer a Copa do Mundo da FIFA de 2026. A análise combina dados históricos de partidas, rankings de seleções, poder de ataque e fatores geográficos para projetar o resultado do torneio. O modelo se baseia fortemente nos ratings Elo — sistema originalmente criado para o xadrez, que mede a força de uma equipe com base nos resultados e na qualidade dos adversários.


A Espanha, campeã mundial em 2010, detém atualmente o maior rating Elo, à frente de Argentina e França. As chances espanholas também são reforçadas pelo “talento ofensivo”, segundo a equipe do Goldman.


De acordo com o modelo, a França tem 19% de probabilidade de se tornar tricampeã. A Argentina aparece com 14% de chance de ser a primeira bicampeã consecutiva desde o Brasil em 1962. O Brasil tem 8%, enquanto Inglaterra e Holanda estão em torno de 5%.


Para as semifinais, o modelo projeta um duelo totalmente europeu entre França e Espanha, e um clássico sul-americano entre Argentina e Brasil. O Goldman vê a Espanha derrotando a Argentina na final em Nova York, em 19 de julho.


O modelo do banco incorpora dados de quase 20 mil partidas internacionais oficiais disputadas desde 1978. Fatores de momento recente e de mentalidade também entram na conta.


Seleções com grandes artilheiros e campanhas recentes fortes tendem a superperformar, enquanto campeões atuais da Copa frequentemente tropeçam no torneio seguinte — o que pesa contra as chances da Argentina como defensora do título, mostrou a análise do Goldman.


A Inglaterra também foi rebaixada, apesar do forte rating Elo, por conta do que o relatório descreve como desempenho historicamente abaixo do esperado em Copas do Mundo e possíveis desvantagens geográficas, incluindo a chance de enfrentar o México na altitude da Cidade do México.


Entre os confrontos de destaque projetados estão um possível duelo entre EUA e Irã na fase de 32 avos e um confronto de quartas de final entre Argentina e Portugal que poderia marcar o último encontro em Copas entre Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.


O Goldman afirmou que seu modelo é “em grande medida cego” a fatores como condição física. A jovem estrela espanhola Lamine Yamal se lesionou na preparação para o torneio e, segundo relatos, deve perder o início da competição. (infomoney)



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