Acordo entre Lula e Hugo Motta deixou “margem de negociação”...
O Palácio do Planalto já se prepara para as tentativas dos partidos de Centro e oposição de aumentar o período de transição da PEC (proposta de emenda à Constituição) pelo fim da escala 6x1.
Nesta segunda-feira (25), o presidente Lula se reuniu com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e acordou que o relatório a ser votado trará a previsão da jornada de trabalho de 40 horas semanais, com dois dias de descanso, com um período de transição de apenas um ano.
Segundo interlocutores, o período de transição surpreendeu os líderes da Câmara dos Deputados. Isso porque o que estava sendo acordado dentro da Casa era que a redução em quatro horas de trabalho semanal seria concluída num prazo de dois a três anos.
Fontes do Planalto garantem que Lula está ciente de que o prazo poderá ser esticado a depender da pressão gerada pelos setores empresariais. Por isso, a redução do período de transição para apenas um ano possibilita uma certa “margem” de negociação.
Para além da Câmara, o governo federal teme especialmente a articulação no Senado Federal para aumentar o período de transição. Entre os deputados, Motta tem articulado para que a transição não seja muito esticada, já que o parlamentar também quer ser conhecido como um dos “pais” da proposta.
No entanto, no Senado, o presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP) não deverá trabalhar para que o texto defendido pelo Planalto seja aprovado. Alcolumbre já sinalizou que não irá segurar a tramitação da PEC, mas também não deverá se empenhar pelo resultado.
FONTE - CNN BRASIL.





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