A Polícia Civil abriu investigação para apurar a morte de uma bebê prematura após 47 dias de internação no Hospital de Base, em Porto Velho. O caso ganhou repercussão após os pais denunciarem falta de materiais básicos durante o tratamento e apontarem possível negligência.
Segundo a família, durante o período no hospital, houve ausência de itens essenciais, como sondas, curativos, máscaras e materiais de higiene. Diante da situação, os próprios pais afirmam ter comprado parte dos insumos necessários para garantir o atendimento da filha.
Relatos indicam que o uso de materiais inadequados pode ter contribuído para intercorrências, incluindo episódios em que a alimentação teria atingido o pulmão da bebê. Após uma melhora inicial, a criança voltou a apresentar infecção, desta vez associada ao ambiente hospitalar, o que agravou o quadro clínico.
O caso foi levado à Defensoria Pública, que já iniciou procedimento preliminar e solicitou informações à direção do hospital e à Secretaria de Estado da Saúde. O órgão destaca que o direito à saúde é garantido por lei e deve ser assegurado integralmente aos pacientes do sistema público.
Em nota, a Secretaria de Saúde informou que a bebê estava em estado extremamente grave desde a admissão e recebeu assistência intensiva contínua, com uso de todos os recursos disponíveis. Ainda segundo o órgão, a morte ocorreu em decorrência de falência múltipla de órgãos, condição considerada de alto risco em recém-nascidos prematuros.
A investigação deve analisar as circunstâncias do atendimento, as condições da unidade hospitalar e as denúncias feitas pela família para esclarecer se houve falhas no tratamento.






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