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Moraes autoriza Bolsonaro a realizar nova cirurgia em hospital do DF

Bolsonaro está em prisão domiciliar. Moraes concordou com a defesa do ex-presidente para a realização de procedimento no ombro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a realizar nova cirurgia.



A decisão ocorre após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestar-se a favor do procedimento no ombro direito. O ex-chefe do Palácio do Planalto poderá dar entrada na internação a partir desta sexta-feira (1º/5).


Moraes considerou parecer de Gonet que ressalta existirem exames e relatório fisioterapêutico que indicam a realização do procedimento cirúrgico requerido pela defesa do ex-presidente. Por isso, não vê óbice na saída de Bolsonaro da prisão domiciliar até o hospital para realizar o procedimento de reparação do manguito rotador e lesões associadas no ombro, preservadas as cautelares.


Os advogados pediram autorização para que o procedimento cirúrgico fosse realizada na última sexta-feira ou sábado (25/4). Mas a decisão de Moraes só foi publicada nesta segunda-feira (27/4).


Dores persistentes

De acordo com laudo médico apresentado ao STF e com a petição dos advogados, Bolsonaro enfrenta dores persistentes e limitação de movimentos, mesmo com o uso contínuo de analgésicos. As dores se intensificam durante a noite.


Segundo o pedido, exames apontaram lesões de alto grau no manguito rotador, além de comprometimentos associados, o que levou à indicação de cirurgia por especialista.


“Foi formalmente indicado procedimento cirúrgico para reparação do manguito rotador do ombro direito e das lesões associadas, por via artroscópica”, escreveu a defesa. A técnica de cirurgia em questão usa câmeras e não é invasiva.


Ainda de acordo com o texto, a intervenção não decorre de “mera conveniência pessoal”, mas “de necessidade terapêutica concreta, fundada em avaliação técnica especializada.”


Os advogados alegam que a manutenção do quadro clínico atual “implica restrição ao direito fundamental à saúde e ao acesso ao tratamento prescrito.”


“Busca-se viabilizar tratamento médico necessário […], com o objetivo de preservar a integridade física, a funcionalidade do membro acometido, a qualidade de vida e a dignidade do requerente”, complementa o pedido de autorização.


Em prisão domiciliar desde então, Bolsonaro teria apresentado, além de dor intensa, limitação de movimento – com elevação do braço restrita a 90 graus –, perda de força e assimetria postural “caracterizada por inferiorização do ombro direito em relação ao esquerdo”, afirma o fisioterapeuta.


Domiciliar

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o dia 27 de março, quando recebeu alta hospitalar. Em casa, o ex-presidente cumpre uma série de regras determinadas por Moraes durante um período inicial de 90 dias. Entre elas, está a proibição do uso de celular e o recebimento de visitas.


A proibição ocorre sob a justificativa de “evitar risco de sepse e controle de infecções”. Atualmente, moram com Bolsonaro a mulher dele, Michelle Bolsonaro, a filha mais nova, Laura Bolsonaro, e a enteada, Letícia Firmino.


Bolsonaro foi condenado em setembro de 2025, pela Primeira Turma do STF, a 27 anos e 3 meses de prisão, por liderar uma trama golpista para tentar manter-se no poder após a derrota eleitoral de 2022. (Metrópoles)



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