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Lula sobre expulsão de delegado dos EUA: “Se houve abuso, terá reciprocidade”

Delegado da Polícia Federal foi expulso dos Estados Unidos, segundo informou o Departamento de Estado norte-americano...


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta terça-feira (21/4), que, se tiver havido abuso das autoridades dos Estados Unidos na expulsão do delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho do país, o Brasil poderá responder com “reciprocidade”.

Lula disse ter sido informado nesta manhã do caso e que ainda não sabe exatamente o que aconteceu. O brasileiro frisou que não aceitará “essa ingerência e esse abuso de autoridade que algumas pessoas americanas querem ter com relação ao Brasil”.

“Fui informado hoje de manhã, acho que, se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com os deles no Brasil”, destacou Lula.

Lula se manifestou sobre o assunto ao deixar o hotel em Hannover, na Alemanha, para embarcar rumo a Lisboa, onde cumprirá agenda nesta terça-feira.

Marcelo Ivo de Carvalho atuou na prisão do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem. A expulsão dele dos Estados Unidos foi informada pelo Departamento de Estado norte-americano.

O delegado exercia a função de oficial de ligação da Polícia Federal junto ao Immigration and Customs Enforcement (ICE), órgão americano responsável pela aplicação das leis de imigração e alfândega.

Para substituir Marcelo Ivo, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, designou a delegada Tatiana Alves Torres. Ela atuará como oficial de ligação junto ao ICE.


Lula na Europa

Na conversa com os jornalistas, Lula também chamou de “insensatez” a guerra entre os Estados Unidos e o Irã. “Essa é a guerra da insensatez. Não precisaria ter acontecido. Os americanos são reconhecidamente um país que tem muita força, não precisa ficar demonstrando força todo dia”, disse o mandatário brasileiro, antes de embarcar para Portugal.

“Muita coisa poderia ser resolvida sem nenhuma morte, sem nenhuma bomba, sentado numa mesa de negociação”, completou. Lula ainda citou a “Declaração de Teerã”, intermediada pelo Brasil e pela Turquia, em 2010, que visava solucionar o impasse nuclear com o Irã, mas que não foi aceita pelos Estados Unidos.

“Os Estados Unidos não aceitaram nem a União Europeia. Então, eles estão pagando pela insensatez de um acordo que resolveria o problema”, ressaltou.

Nesta manhã, Lula chega a Portugal, onde cumpre os últimos compromissos na viagem à Europa. No país lusitano, estão programados reunião de trabalho com o primeiro-ministro local, Luís Montenegro, no Palácio de São Bento, e encontro com o presidente da República Portuguesa, António José Seguro, no Palácio de Belém.

Delegado expulso dos EUA no caso Ramagem já matou vigilante atropelado

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FONTE - Thays Martins/ METRÓPOLES.



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