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MPF pede indenização de R$ 8 milhões a mineradoras por destruição de grutas em Rondônia

O Ministério Público Federal pediu a condenação de empresas mineradoras e o pagamento de R$ 8 milhões por danos morais coletivos após a destruição de cavernas naturais na região da Usina Félix Fleury, na Estrada do Calcário, em Pimenta Bueno. A ação também exige a recuperação integral da área degradada.


Segundo o órgão, a exploração de calcário provocou a destruição de aproximadamente 220 metros de sistemas de cavernas interligadas, o equivalente a cerca de 43% da estrutura original das grutas. 

A perícia identificou perfurações mecânicas, vestígios de detonação e resíduos compatíveis com explosivos, incluindo TNT, em áreas que deveriam estar sob proteção ambiental.

O MPF aponta que houve uso ilegal de explosivos em área sensível do sistema espeleológico, dentro do raio de proteção de 250 metros previsto em lei, sem a realização prévia de Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental.

A ação foi ajuizada contra a Companhia de Mineração de Rondônia, a Mineração Aripuanã, a Emater Rondônia e a Agência Nacional de Mineração. Além da indenização, o órgão pede que as empresas apresentem e executem um Projeto de Recuperação de Área Degradada e que novas atividades minerárias na região sejam imediatamente impedidas.

De acordo com o MPF, o patrimônio espeleológico pertence à União e a obrigação de reparar os danos ambientais permanece, independentemente do tempo decorrido.

Com informações MPF/RO.



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