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Greve dos caminhoneiros 2026: veja datas, estados mobilizados e o que se sabe até agora

Lideranças de caminhoneiros articulam paralisação para esta semana após o diesel acumular alta de quase 19% em menos de um mês...


A greve dos caminhoneiros 2026 ganhou força após uma assembleia em Santos (SP), onde lideranças de estados como São Paulo, Paraná e Goiás deram aval para o início da paralisação ainda nesta semana

O governo federal corre contra o tempo para evitar uma greve dos caminhoneiros, motivada pela disparada no preço do óleo diesel. Representantes da categoria se reúnem nesta quarta-feira (18) para definir a data oficial do movimento, que já conta com o aval de lideranças de vários estados.

A previsão é que a greve dos caminhoneiros 2026 possa começar ainda nesta semana, caso não haja um avanço concreto nas negociações com o Palácio do Planalto.

O que motiva a greve dos caminhoneiros 2026?

O principal estopim é o valor do combustível. O diesel acumulou uma alta de 18,86% desde o final de fevereiro, impulsionado pela instabilidade no mercado global de petróleo devido aos conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Mesmo com medidas de desoneração do governo, o preço médio nas bombas saltou de R$ 6,10 para R$ 6,58 em apenas uma semana de março. A insatisfação aumentou após a Petrobras anunciar um reajuste de 11,6% nas refinarias, logo após o governo ter anunciado um pacote de auxílio.

A orientação das lideranças é para que os motoristas não bloqueiem rodovias, mas fiquem parados em casa ou em postos para evitar multasFoto: Imagem gerada por IA/ND Mais

A orientação das lideranças é para que os motoristas não bloqueiem rodovias, mas fiquem parados em casa ou em postos para evitar multas

Quem está no movimento e como será?

A greve dos caminhoneiros 2026 promete ser abrangente, unindo diferentes setores do transporte:

Atores envolvidos: caminhoneiros autônomos, motoristas contratados por transportadoras e motoristas de aplicativo.

Entidades: o movimento é liderado pela Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores) e conta com o apoio da CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística).

Formato: Wallace Landim, o “Chorão”, presidente da Abrava, afirmou que a orientação é evitar bloqueios de rodovias para não gerar multas. A recomendação é que os motoristas fiquem parados em postos de combustíveis ou em suas casas.

O vice-presidente Geraldo Alckmin defende que “não há motivos para greve”, alegando que o governo está fazendo o máximo para minimizar impactos externos de guerra.

“A dor de 2026 é a mesma de oito anos atrás”, afirmou Chorão, comparando a atual crise com a histórica greve de 2018.

Vale destacar que, embora tenha sinalizado apoio inicial à greve dos caminhoneiros 2026, a CNTTL recuou nesta quarta-feira (18). A entidade agora aguarda o desfecho de uma reunião com caminhoneiros autônomos em Santos (SP) para decidir se adere oficialmente ao movimento contra a alta do diesel

Quais estados podem aderir à paralisação dos caminhoneiros?

São Paulo: o estado é o coração da mobilização. A reunião no Porto de Santos nesta quarta é o termômetro para a data oficial.

Paraná: estado estratégico pelo escoamento agrícola. Motoristas relatam prejuízos imediatos nas rotas para o Sudeste.

Santa Catarina: a adesão catarinense é articulada politicamente e por associações de transporte autônomo.

Bahia: movimentação intensa nos portos e liderada por associações independentes. A ANTB (Associação Nacional de Transporte no Brasil) já convocou o movimento no estado.

Goiás e Centro-Oeste: a maior queixa na região é a falta de combustível e o estabelecimento de “cotas” em postos. Algumas lideranças de Goiás e do Distrito Federal deram sinal verde para cruzar os braços devido à dependência da importação de diesel, que encareceu o produto na região.

Rio Grande do Sul: produtores rurais e transportadores gaúchos já denunciam falta de diesel em algumas cidades, o que acelera a adesão à greve.


A reação do Governo Federal

O governo Lula tem adotado uma estratégia de duas frentes: subsídios econômicos e fiscalização.

Medidas Econômicas: o vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que as alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel foram zeradas para minimizar o impacto da guerra no exterior. O governo estima um gasto de R$ 30 bilhões até o fim do ano com essas subvenções.

Fiscalização do frete: o ministro dos Transportes, Renan Filho, anuncia nesta quarta (18), às 10h, um novo plano para garantir o cumprimento da tabela do piso mínimo do frete, buscando assegurar uma remuneração justa aos motoristas.

Combate a abusos: uma força-tarefa do Ministério da Justiça já fiscalizou mais de 600 postos em 16 estados para coibir aumentos abusivos na bomba.

Polícia Federal: a PF instaurou, nesta terça, inquérito policial para apurar possíveis práticas abusivas na formação de preços de combustíveis.

Apesar do esforço oficial, as lideranças dos caminhoneiros afirmam que a categoria está decidida a “cruzar os braços” caso as medidas não se traduzam em alívio imediato no custo da operação de transporte.


fonte - ND MAIS.



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