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PT é uma das causas de o Brasil seguir pobre, diz Maílson da Nóbrega

O PT tornou-se, na avaliação do ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, um dos fatores que ajudam a explicar por que o Brasil ainda não conseguiu se tornar um país rico. Ele afirma que o partido mantém uma visão econômica ultrapassada e que o país caminha para uma crise fiscal caso não realize novas reformas estruturais.


Maílson, 83 anos, lançou seu sétimo livro, no qual apresenta nove razões que, segundo ele, impedem o avanço do Brasil. Questionado sobre o principal motivo, apontou a má qualidade da educação. Para ele, a formação de mão de obra qualificada e a inovação são essenciais para elevar a produtividade, condição indispensável para que o país enriqueça.

Ao comentar setores competitivos, como o agronegócio, destacou o papel da Embrapa na geração de tecnologia e na qualificação de profissionais, o que transformou o Brasil em potência agrícola. Apesar disso, afirma que a economia apresenta disfunções decorrentes de um sistema fiscal insustentável, que pode levar a uma crise financeira nos próximos anos.

Segundo o ex-ministro, o PT não renovou sua visão econômica e ainda defende aumento de gasto público, resistência à abertura da economia e uso do Estado como indutor central do crescimento. Ele critica a defesa de estatais estratégicas e afirma que empresas como Petrobras, Banco do Brasil e Correios poderiam ser privatizadas, desde que preservadas eventuais obrigações de interesse público.

Maílson atribui à Constituição de 1988 a criação de um modelo de Estado com forte expansão de gastos obrigatórios. Defende a desvinculação das aposentadorias do salário mínimo, uma nova reforma da Previdência e o fim da obrigatoriedade de percentuais fixos para saúde e educação. 

Segundo ele, estudos indicam que, em breve, a totalidade dos gastos primários da União poderá ser composta por despesas obrigatórias, comprometendo investimentos.

Para o ex-ministro, reformas estruturais são a saída para evitar colapso fiscal e inflacionário. Ele relembra que grandes mudanças institucionais no Brasil ocorreram em momentos de crise e afirma que o país dispõe de recursos naturais, capital humano e empresas capazes, mas enfrenta entraves institucionais.

Sobre as eleições de 2026, avalia que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é favorito, mas não seria a melhor opção para o país. Diz ainda que, mesmo em caso de vitória do PT, o partido pode perder competitividade até 2030.

Maílson elogia o Banco Central e considera que a instituição atua de forma técnica e colegiada. Em relação ao Judiciário, afirma que parte das decisões ignora impactos econômicos, o que pode elevar custos e afetar o ambiente de negócios.

Entre as principais reformas defendidas, cita a revisão das regras previdenciárias, o fim das vinculações orçamentárias e a retomada do processo de privatizações, como medidas para aumentar a eficiência, fortalecer a segurança jurídica e impulsionar o crescimento econômico.

com informações - Poder 360, edição R1 Rondônia



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