Laís Torgeski estava a bordo de um dos trens que se chocaram nesta terça-feira (30) em direção a Machu Picchu. O acidente deixou ao menos uma pessoa morta e cerca de 40 feridos.
A rondoniense Laís Torgeski estava a bordo de um dos trens que se chocaram nesta terça-feira (30) em direção a Machu Picchu, no Peru, e registrou todo o momento. O acidente deixou ao menos uma pessoa morta e cerca de 40 feridos, segundo informações das agências Reuters e AFP.
Os vídeos feitos por Laís mostram o atendimento das vítimas feridas e como os vagões ficaram por dentro e por fora, após a colisão. (assista acima)
Ao g1, Laís contou que viajava com familiares e amigos em um grupo de nove pessoas. Segundo ela, o grupo embarcou por volta das 12h35 e estavam indo para um passeio até um sítio arqueológico. “A gente queria aproveitar a vista. O trem tinha até banda de música para animar os passageiros”, relatou.
Segundo Laís, ela, a irmã e os companheiros ocupavam os primeiros bancos do vagão que colidiu com o outro. A batida aconteceu após uma curva.
“Eu tinha acabado de gravar o café, era 13h e 19min. A pancada foi muito forte, inacreditável. Todos os cafés voaram. Eu não consegui acreditar, até agora eu me pergunto, 'meu deus, a gente bateu de frente com um trem?' ”, disse.
Ela contou que alguns passageiros tiveram ferimentos leves, como arranhões e pancadas, mas seu grupo saiu praticamente ileso.
“Tinha um passageiro no banheiro no exato momento da pancada, e ele ficou com o nariz arrebentado. Foi um desespero para sair do trem, porque sentimos cheiro de gás e houve demora para abrir as janelas. No fim, conseguimos sair. Eu fiquei aliviada porque minha irmã também conseguiu sair. A gente só ficou suja de café, não de sangue.”
O governo peruano informou que o transporte ferroviário para Machu Picchu precisou ser temporariamente suspenso para o resgate das vítimas. Os feridos foram encaminhados para hospitais da região de Cusco.
“Não tinha médico e enfermeiras no trem, mas havia um passageiro que era médico e que ajudou os feridos ali mesmo. Ao todo, esperamos umas duas horas no local”, contou a rondoniense.
Patrimônio Mundial da Humanidade desde 1983, Machu Picchu é a principal atração turística do Peru e recebe, em média, 4.500 visitantes por dia, muitos deles estrangeiros. O acesso mais comum ao local é justamente por meio dos trens que partem de Cusco, a cerca de 110 km de distância.
Este não é o primeiro acidente envolvendo turistas na rota. Em julho de 2018, uma colisão semelhante deixou 35 pessoas feridas e isolou visitantes em Machu Picchu por horas, já que o transporte ferroviário também precisou ser interrompido.
Por g1 RO






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