O caso teve origem em uma comunicação formal da Homeland Security Investigations (HSI), órgão ligado à Embaixada dos Estados Unidos...
A ofensiva policial resultou no cumprimento de mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e afastamento de sigilo telemático, expedidos pela Justiça com base em elementos técnicos robustos. As investigações apontaram que o jovem utilizava o ambiente virtual para disseminar discursos de ódio, incentivar massacres e manifestar intenção de cometer atos violentos em locais de grande circulação, colocando em risco a segurança coletiva.
O caso teve origem em uma comunicação formal da Homeland Security Investigations (HSI), órgão ligado à Embaixada dos Estados Unidos, que identificou conteúdos extremistas produzidos no Brasil e repassou as informações às autoridades mato-grossenses. A partir disso, a DRCI iniciou um trabalho minucioso de rastreamento digital, análise de dados e monitoramento de atividades ilícitas nas redes sociais.
Durante a apuração, os policiais conseguiram romper as técnicas de anonimização empregadas pelo investigado, confirmando sua identidade civil e estabelecendo vínculo direto com as postagens criminosas. Além da incitação a ataques em escolas, foi constatado que o suspeito promovia abertamente ideologias neonazistas, incentivava a violência racial e demonstrava disposição para praticar vandalismo e agressões contra comunidades religiosas e étnicas.
Segundo o delegado Guilherme da Rocha, responsável pela investigação, a atuação preventiva do Estado foi determinante para evitar consequências irreparáveis. “O investigado apresentava um nível elevado de radicalização e discurso violento estruturado, o que demandou uma resposta imediata para impedir a materialização dessas ameaças”, explicou.
Para o delegado titular da DRCI, Sued Dias da Silva Júnior, a operação evidencia a importância do combate qualificado ao crime cibernético. “Neutralizar esse tipo de conduta é proteger vidas. A Polícia Civil atua de forma técnica e integrada para garantir a ordem pública, combater o extremismo e assegurar que o ambiente digital não seja utilizado como instrumento de violência e intolerância”, afirmou.
A Operação Enigma simboliza a quebra do sigilo e do anonimato utilizados como escudo por criminosos digitais, em referência histórica à decodificação da máquina nazista Enigma.
A ação reafirma o compromisso das forças de segurança com a defesa dos direitos fundamentais, o enfrentamento ao discurso de ódio e a preservação da paz social em Mato Grosso.
Fonte: Polícia Civil/MT.






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