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Maduro se diz disposto a negociar acordo com Trump para encerrar crise

Maduro afirmou que está disposto a costurar um “acordo” com Trump para o combate do narcotráfico na América Latina

Enquanto a crise na América Latina aumenta, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, mostrou-se disposto a dialogar com o líder dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração aconteceu durante entrevista ao jornalista Ignacio Ramonet, publicada na quinta-feira (1º/1).



“Precisamos começar a ter conversas sérias, com fatos em mãos, e o governo dos Estados Unidos sabe disso, porque já dissemos a muitos de seus porta-vozes que, se eles quiserem ter conversas sérias sobre um acordo para combater o narcotráfico, estamos prontos”, disse Maduro.

No fim de novembro de 2024, os dois presidentes chegaram a conversar. O contato, segundo Maduro, foi “agradável”. O presidente da Venezuela, porém, afirmou que os “desdobramentos após as negociações não foram agradáveis”.


Desde a conversa, Trump subiu o tom e aumentou a retórica militar na América Latina e Caribe, e avançou com a ofensiva que começou no segundo semestre do último ano.


No fim de dezembro, o presidente dos EUA anunciou o primeiro ataque norte-americano contra o território da Venezuela, que teria atingido um porto na região costeira do país. O local era supostamente utilizado para o carregamento de barcos ligados ao tráfico de drogas.


A ação se soma a outras realizadas por forças norte-americanas enviadas para a região em meados de agosto de 2024. A mobilização militar inclui fuzileiros navais, uma frota de navios de guerra, o porta-aviões USS Gerald R. Ford, um submarino nuclear e caças F-35.


Mais de 20 embarcações já foram bombardeadas em águas caribenhas e do Pacífico durante a operação Lança do Sul, cujo objetivo declarado é combater o tráfico de drogas na região. Até o momento, contudo, Washington ainda não divulgou provas que liguem os barcos atacados ao transporte de entorpecente.


Em meio à tensão, Maduro é o principal alvo das ameaças de Trump. Isso porque o presidente da Venezuela é apontado como o chefe do cartel de Los Soles — mesmo grupo recentemente classificado pelos EUA como organização terrorista internacional.


Além disso, o presidente norte-americano também acusa seu homólogo venezuelano de “roubar petróleo dos EUA” para financiar seu próprio regime. (Metrópoles)



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