Navio é o terceiro a ser confiscado essa semana por ligação com a Venezuela
Os Estados Unidos apreenderam mais um petroleiro no Mar do Caribe, segundo uma fonte familiarizada com o assunto.
O navio Olina, que segundo o banco de dados público de navegação Equasis ostentava falsamente a bandeira de Timor-Leste, havia partido da Venezuela e retornado à região, afirmou uma fonte do setor com conhecimento direto do assunto.
"O rastreador AIS (de localização) da embarcação esteve ativo pela última vez há 52 dias na ZEE venezuelana, a nordeste de Curaçao", informou separadamente a empresa britânica de gestão de riscos marítimos Vanguard.
A apreensão ocorre após uma longa perseguição a petroleiros ligados a carregamentos de petróleo venezuelanos sancionados na região.
O Olina partiu da Venezuela na semana passada totalmente carregado com petróleo, como parte de uma flotilha, logo após os EUA prenderem o ditador venezuelano Nicolás Maduro em 3 de janeiro, e retornava à Venezuela totalmente carregado após o bloqueio americano às exportações de petróleo venezuelanas, disse a fonte do setor.
Washington impôs sanções ao Olina em janeiro do ano passado, quando ainda se chamava Minerva M, por fazer parte da chamada frota paralela de navios que navegam com pouca regulamentação ou seguro conhecido.
Três navios — Skylyn, Min Hang e Merope — todos totalmente carregados e pertencentes à mesma flotilha que partiu na semana passada, retornaram às águas venezuelanas na quinta-feira (8), segundo uma fonte do setor.
Outros sete petroleiros dessa flotilha, também totalmente carregados, deveriam retornar às águas venezuelanas nesta sexta-feira (9) e no sábado (10), disse a fonte.
Todo o petróleo a bordo desses dez petroleiros pertence à estatal venezuelana PDVSA, acrescentou a fonte. A PDVSA não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
Não ficou claro se Washington tomaria medidas em relação aos outros petroleiros que navegavam em direção à Venezuela.
O bloqueio americano ao petróleo venezuelano sancionado permanece em pleno vigor "em qualquer lugar do mundo", afirmou o secretário de Defesa, Pete Hegseth, na quarta-feira.
A apreensão do Olina ocorre após os EUA terem apreendido dois petroleiros ligados à Venezuela nesta semana, incluindo uma embarcação com bandeira russa no Oceano Atlântico e outro petroleiro no Caribe.
A Casa Branca afirmou no início desta semana que o presidente Donald Trump “não tem medo” de continuar apreendendo petroleiros sancionados, apesar das preocupações de que isso possa aumentar as tensões com a Rússia e a China.
“Ele vai aplicar nossa política que é melhor para os Estados Unidos da América”, disse a secretária de imprensa Karoline Leavitt a repórteres em uma coletiva de imprensa na quarta-feira. “Isso significa aplicar o embargo contra todos os navios da frota clandestina que transportam petróleo ilegalmente.” (CNN)






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