Dono de companhias de seguros e planos de saúde, Maurício Camisotti é suspeito de envolvimento em esquema de descontos indevidos no INSS
O empresário Maurício Camisotti é dono de companhias da área de seguros e planos de saúde e foi preso pela Polícia Federal (PF), na manhã desta sexta-feira (12/9), suspeito de envolvimento no esquema de descontos indevidos sobre aposentadorias e pensões do INSS, revelado pelo Metrópoles.
Segundo a investigação, Camisotti controlava três entidades que faturaram mais de R$ 1 bilhão desde 2021 com a farra dos descontos indevidos. Todas essas três entidades investigadas pela PF são sediadas em escritórios comerciais em São Paulo. Juntas, somente no último ano, elas faturaram R$ 580 milhões. A PF obteve a suspensão do acordo da Ambec com o INSS – essa entidade foi a que mais repassou dinheiro para as empresas de Camisotti: R$ 30,1 milhões.
O Metrópoles já havia revelado que a Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec), a União dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (Unsbras) e o Centro de Estudos dos Benefícios dos Aposentados e Pensionistas (Cebap) tinham como diretores estatutários funcionários e parentes de executivos do grupo de empresas de Camisotti.
Laranjas
Entre as pessoas ligadas a Camisotti listadas pela PF, está, por exemplo, Maria Inês Batista de Almeida, que presidiu a Ambec entre 2023 e 2024. O Metrópoles já havia mostrado que ela se apresenta como auxiliar de dentista em um documento apresentado à Justiça. No entanto, a PF identificou que ela é registrada como faxineira de empresas de Maurício.
Primos, sobrinhos, uma irmã e um ex-cunhado aparecem como sócios de empresas e associações ligadas ao empresário. Todas essas companhias movimentaram cifras milionárias com as entidades. Quatro empresas do grupo de Maurício, o Total Health, receberam R$ 43 milhões das associações, segundo as quebras de sigilo bancário.
Entre elas, estão a Prevident e a Rede Mais, do ramo de saúde, e a Benfix, uma corretora de seguros em nome do próprio empresário. A Prevident, por exemplo, é dirigida por José Hermicesar Brilhante Palmeira, que foi secretário-geral estatutário da Ambec na gestão de Maria Inês, e recebeu sozinha R$ 16,3 milhões da Ambec.
O que diz a defesa
A defesa do empresário Maurício Camisotti afirma que não há qualquer motivo que justifique sua prisão no âmbito da operação relacionada à investigação de fraudes no INSS. Os advogados disseram que houve arbitrariedade cometida durante a ação policial.
“Camisotti teve seu celular retirado das mãos no exato momento em que falava com seu advogado. Tal conduta afronta garantias constitucionais básicas e equivale a constranger um investigado a falar ou produzir prova contra si próprio”, disse, em nota.
“A defesa reitera que adotará todas as medidas legais cabíveis para reverter a prisão e assegurar o pleno respeito aos direitos e garantias fundamentais do empresário”, completou. (Metrópoles)







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