A Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgou nesta semana um levantamento que apresenta dados alarmantes sobre o massacre no campo em todo o país. De acordo com a série histórica, foram 59 conflitos que resultaram na morte de mais de 300 pessoas em 37 anos. Rondônia é o segundo estado com mais vítimas.
Desde 1985 até os dias atuais, as ações só cresceram e atingem, principalmente, pessoas em situação de vulnerabilidade social. No ranking dos estados com mais mortos pelos conflitos, Rondônia aparece em segundo lugar, com 40 mortes e nove massacres no campo em 34 anos, perdendo apenas para o Pará, que tem 155 vítimas e 30 conflitos. Roraima segue a lista em terceiro com 33 óbitos e cinco ocorrências de combate no campo.
Os dados revelam que os sujeitos mais afetados pelo massacre em Rondônia nesses 34 anos foram os posseiros (14 mortos), sem-terra (14 mortos), trabalhadores rurais (5 mortos), aliados (3 mortos), pequeno proprietário (1 morte) e três outras pessoas mortas que não foram identificadas.
O levantamento divulgado nesta semana apresentou também os dados reais relacionados aos conflitos em três categorias: terra, água e trabalho. Segundo a CTP, Rondônia apresentou registros em todas as áreas. Em 2022, foram 47 assassinatos por conflitos agrários em todo o país. Desses, 33 foram registrados somente na Amazônia. Junto com o Maranhão, Rondônia ficou na liderança do ranking de estados com mais mortes.
O estudo do CPT aponta que a maior parte dos assassinatos em Rondônia ocorreu na região de Desenvolvimento Sustentável Abunã-Madeira. O estado precisa tomar medidas urgentes para prevenir e combater a violência no campo.
Texto - R1 RONDÔNIA.







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