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PREOCUPANTE: Rondônia tem duas entre as cinco cidades mais violentas do país

Santa Luzia d’Oeste e São Felipe d’Oeste, no interior de Rondônia, estão entre as cinco cidades mais violentas do país, segundo levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que divulgou na terça-feira (28), os dados do Anuário com base nos casos registrados entre 2019 e 2021.


As cinco cidades mais violentas do Brasil, com maior taxa de mortes violentas a cada 100 mil habitantes:

1 – São João do Jaguaribe (CE): 224

2 – Jacareacanga (PA): 199,2

3 – Aurelino Leal (BA): 144,2

4 – Santa Luzia d’Oeste (RO): 139

5 – São Felipe d’Oeste (RO): 138,3

O estudo elaborou um ranking usando como referência o índice de mortes a cada 100 mil habitantes. Neste ano, a novidade foi a inclusão de municípios pequenos, com um cálculo proporcional relacionando a quantidade de moradores e as mortes violentas intencionais, incluindo homicídio doloso, latrocínio (roubo seguido de morte), lesão corporal seguida de morte e assassinatos em ações da polícia.

Segundo o Fórum, a presença de 13 cidades da Amazônia entre as 30 mais violentas do Brasil, demonstra que o cenário de violência em áreas fronteiriças e perto de comunidades indígenas já fazia parte dessas regiões muito antes dos assassinatos do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira.

O levantamento do Anuário Brasileiro de Segurança Pública considerou um recorte de três anos, entre 2019 e 2021, “para evitar distorções”, já que assassinatos registrados em apenas um ano seriam insuficientes para indicar o fenômeno em cidades de pequeno porte.

“Com três anos, dá para dizer que a violência está presente no território. E é a média dos últimos três anos, não algum episódio pontual. Nem países em guerra têm essa taxa. O fenômeno da violência está se interiorizando para municípios com menos de 100 mil habitantes. E a Amazônia é a síntese desse quadro de violência extrema no Brasil”, afirma Renato Sérgio de Lima, presidente do Fórum.

De acordo com Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Santa Luzia d'Oeste tem 139 mortes a cada 100 mil habitantes - Foto: Divulgação

Sem presença

Lima relaciona os crimes na Amazônia à omissão do Estado somada à presença de facções criminosas, que transportam armas e drogas para o país. Segundo ele, o crime organizado se aproveita da ausência das Forças Armadas em áreas fronteiriças ou em terras indígenas para controlar as ações ilegais no território.

“O crime organizado tem exercido um papel de ‘síndico da Amazônia’, controlando a economia do crime. Isso envolve o garimpo, a pesca ilegal, o combustível clandestino e até a prostituição. É como a milícia no Rio, ocupando as brechas deixadas pelo Estado”, compara.

O presidente do Fórum vê ainda um cenário de impunidade fortalecido pela precária estrutura das forças de Segurança nessas regiões.

“No Acre, há apenas 78 delegados de Polícia Civil. Em Roraima, são 56. O delegado é o cargo responsável por fazer as investigações criminais. Com isso, dá para perceber o quanto é difícil fazer Justiça na Amazônia”, analisa Renato Sérgio.

Até o momento, o Governo do Estado e nem a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesdec) se pronunciaram sobre o levantamento divulgado na terça-feira (28).

Fonte:Felipe Corona/Rondoniaovivo.



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