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Lula promete acabar com sigilos decretados pelo presidente Bolsonaro

O presidente decretou sigilo de 100 anos de dados considerados sensíveis ao governo em diversas ocasiões, como os encontros com os pastores lobistas do MEC

O pré-candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) garantiu nesta quarta-feira (29/6) que vai revogar os sigilos decretados pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). Nas redes sociais, o petista apontou que, ao contrário do que fez em seu governo, o atual quer esconder as informações consideradas sensíveis.



O trecho publicado no Twitter faz parte de uma entrevista à Rádio Educadora de Piracicaba, no interior de São Paulo. “Nós fizemos o Portal da Transparência. O Bolsonaro coloca sigilo de 100 anos em tudo o que aparece. Vamos ter que fazer um revogaço dos sigilos que Bolsonaro levanta para amigos”, afirmou.


Nós fizemos o Portal da Transparência. O Bolsonaro coloca sigilo de 100 anos em tudo que aparece. Vamos ter que fazer um revogaço dos sigilos que Bolsonaro levanta para amigos.


Confira os sigilos decretados por Bolsonaro:

 

Visita de pastores: O mais recente, Bolsonaro decretou sigilo de 100 anos dos encontros com os pastores lobistas do Ministério da Educação (MEC);

 

Cartão de vacina: em 8 de janeiro de 2021, o Palácio do Planalto decretou sigilo sob o cartão de vacinação do chefe do Executivo;

 

Crachá: os acessos de Carlos Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro ao Palácio do Planalto também entraram para a lista de sigilo de 100 anos decretado pelo governo em julho de 2021;

 

Pazuello: após o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, participar de um ato a favor do presidente, proibido a militares que não foram para a reserva, foi aberto um processo. Mas, em junho de 2021, o Exército decidiu impor um sigilo de 100 anos;

 

Cartão corporativo: também no ano passado, o presidente decretou um sigilo de 100 anos sob seu cartão corporativo e de seu vice, o general Hamilton Mourão. É possível saber o valor, mas não o detalhamento dos serviços adquiridos;

 

Colégio militar: até a filha do presidente, Laura Bolsonaro, teve seus dados garantidos no sigilo de 100 anos. Ela conseguiu ser admitida no Colégio Militar de Brasília sem passar por processo seletivo e o jornal Folha de S. Paulo fez um pedido via Lei de Acesso à Informação, mas foi negado. De acordo com o Exército, isso colocaria em risco a vida dela e do presidente.

 

Nas redes sociais, um internauta no Twitter que questionou a adoção da medida de sigilo e o presidente respondeu: “Em 100 anos saberá", escreveu, seguido de um emoji de joinha.(Estado de Minas)



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