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Conselho da Petrobras se reúne para debater reajuste nos combustíveis

Reunião extraordinária foi marcada para hoje pelo atual presidente atual do Conselho, Márcio Weber

O Conselho de Administração foi convocado às pressas nesta quinta-feira (16) para falar de aumento de preços. Segundo uma fonte, o presidente atual do Conselho, Márcio Weber, enviou mensagem a todos os membros convocando para uma “reunião extraordinária”. O tema é “Aumento de Preços”.



O encontro não estava previsto para ocorrer hoje em meio ao feriadão. Segundo uma outra fonte, a próxima reunião do Conselho seria no dia 29 de junho.


A reunião, vista como “emergencial” por fontes, pegou de surpresa o alto escalão da companhia. A Petrobras está em vias de anunciar um novo aumento no preço da gasolina e do diesel, mesmo após os pedidos do governo para que a estatal tentasse segurar um possível reajuste.


A reunião está prevista para ocorrer de forma on-line a partir das 16h. O encontro ocorre um dia após a Câmara dos Deputados ter concluído a votação do projeto de lei que cria um teto para o ICMS que incide sobre combustíveis, energia, telecomunicações e transporte coletivo.


Segundo a Abicom, que reúne as importadoras, a defasagem estava em 14% para gasolina e 18% para o diesel com referência ao dia 15 de junho. O preço do petróleo está nesta quinta-feira próximo dos US$ 120 por barril. Já o dólar está acima e R$ 5.


Assim, com as cotações em patamar elevado, o pedido do governo para manter os preços da gasolina e do diesel foi visto com resistência pela atual diretoria executiva da estatal, ainda chefiada pelo presidente demissionário José Mauro Coelho.


A gasolina está quase cem dias sem aumento – já que o último aumento nas refinarias ocorreu no dia 11 de março, quando subiu de R$ 3,25 para R$ 3,86. Nos postos de combustíveis, o preço máximo da gasolina encontrado chega a quase R$ 8, segundo pesquisa de preços da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Isso porque ainda são incluídos impostos e margem de lucro das empresas.

Já o diesel está congelado desde o dia dez de maio, quando passou de R$ 4,51 para R$ 4,91 nas refinarias.


Segundo fontes do setor e empresas, é importante que a Petrobras mantenha os preços equilibrados com o cenário internacional, para evitar desabastecimento, conforme já alertou a própria estatal ao governo.


Na terça-feira, a Petrobras disse em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que mantém seu compromisso com a prática de preços competitivos. A estatal disse que busca “equilíbrio com o mercado, ao mesmo tempo em que evita o repasse imediato das volatilidades externas e da taxa de câmbio causadas por eventos conjunturais”. (Por IG)



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