No último tempo, brasileiro vem se acostumando com o incremento permanente nos preços da maioria dos produtos e serviços. Após de tudo, a inflação acumulada nos últimos 12 meses já tem ultrapassado os 10 pontos percentuais, e o Índice Nacional de Preços ao consumidor Amplo 15 (IPCA-15) -uma prévia dos dados oficiais de inflação do país- ficou em 0,95% em março, o valor mais alto para esse período em 7 anos.
Segundo um levantamento feito pela KBB (Kelley Blue Book Brasil), consultoria especializada em precificação de veículos, a média dos reajustes feitos pelas montadoras desde o começo da pandemia foi de 25,4% até 35%.
É só visitar as principais lojas ou seus sites, para perceber a rapidez com que os últimos lançamentos mais relevantes encareceram. No caso do Fiat Pulse, por exemplo, que estreou em outubro do ano passado com um valor de R$79.990, atualmente apenas pode ser achado a partir de R$87.990, quer dizer, com um incremento de R$8.000 em 5 meses. Passando para a sua versão topo de linha, Impetus 1.0 turbo, ele era comercializado em R$115.990 e agora atingiu os R$123.490.
O destaque no estudo feito pela KBB foi para o Hyundai Creta, sendo o modelo com o maior incremento de preço registrado. Mas ainda existem outros modelos com aumentos preocupantes. O valor da popular Fiat Toro sofreu uma variação de até R$23.400 desde o seu lançamento, assim como a Fiat Strada.
Qual é o motivo dessa variação?
A chamada “crise dos semicondutores”, uma falta de stock de chips responsáveis pela maioria dos circuitos elétricos dos carros, tem muito a ver. De acordo com o economista da Fundação Getúlio Vargas, Antônio Jorge Martins, as montadoras têm o objetivo de dar lucro e caixa. Portanto, se a falta de chips reduz a produção, as marcas começaram a priorizar os carros mais tecnológicos, deixando o mercado com poucas opções de veículos populares.
É claro que, para o interessado em adquirir um carro, isso é um problema importante. Pois os valores do veículo também se refletem nos seus custos de manutenção. Assim, por exemplo, quando o preço de um modelo sobe, acontece a mesma coisa com o seguro de carro. Ou seja, ainda contando com o dinheiro necessário para comprar o veículo desejado, o comprador precisa analisar se possui mesmo o orçamento preciso para custear o dia a dia dele.
Fonte: Rondoniagora.






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