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Policiais da PRF e da PM pedem para manifestantes baixarem faixas de protesto contra Bolsonaro em RO; assista

Manifestantes que estavam no local onde presidente passaria afirmaram que viram a ação dos policiais como “ameaça” e “tentativa de intimidação”.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra policiais rodoviários federais e policiais militares pedindo para manifestantes baixarem cartazes de protesto contra o presidente Jair Bolsonaro (PL). 



O ato aconteceu nesta quinta-feira (3) em frente ao Centro Político Administrativo do Governo de Rondônia (CPA), em Porto Velho, onde Bolsonaro se reunia com Pedro Castillo, presidente do Peru. Ele passaria pelo local onde o protesto acontecia.


Nas imagens, é possível ver que o grupo de manifestantes estava na esquina do CPA, fora do “cercadinho” montado para receber o presidente na capital. Eles seguravam cartazes com frases como “Fora Bolsonaro” e com mensagens à favor da ciência.


O vídeo mostra alguns policiais se aproximando dos manifestantes e dando ordem para que eles guardassem as faixas. Confira diálogo do vídeo abaixo:



Policial: “Nenhuma manifestação com faixa, por favor. Nenhuma faixa.”

Manifestante: “Dentro do cercado tudo bem, mas aqui a gente pode.”

Policial: “Não interessa […] toda área aqui é uma área de isolamento policial, nós estamos solicitando que não tenha manifestação com faixa. Não tô nem lendo o que está escrito na faixa. Abaixa a faixa, por favor”.

Na sequência manifestantes tentam dialogar e o agente responde: “Se o senhor não obedecer vai ser conduzido. Estou dando uma ordem pro senhor. Se não obedecer vai ser conduzido por desobediência”.


Manifestantes que estavam no local afirmaram que viram a ação dos policiais como tom de “ameaça” e “tentativa de intimidação”.


“Estávamos em poucas pessoas, em uma manifestação pacífica e quando ele [o presidente] estava se aproximando para entrar no palácio queríamos levantar as faixas. Neste momento, os agentes da PRF nos intimidaram dizendo que ali não era permitido o uso de faixas. Alegamos que estávamos fora da área de segurança e que ali poderíamos levantar as faixas. Então eles disseram que poderíamos ser presos por isso. Foi nesse momento que recuamos porque poderíamos sofrer prisões arbitrárias”, disse Ocelio Muniz, coordenação do Movimento dos Atingidos por Barragem e Frente Brasil Popular em RO.


O g1 procurou a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Militar (PM) e a Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec) para questionar sobre a ação dos policiais. A assessoria de comunicação da PRF informou que encaminhou as questões para a Direção-Geral em Brasília para posterior análise e pronunciamento. A PM e a Sesdec não se pronunciaram até a última atualização dessa reportagem. Por G1/RO


Veja Vídeo:



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