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Caso Lauanny Hester: madrasta acusada de torturar e matar menina de dois anos em RO tem habeas corpus negado

A criança foi espancada até a morte em Ariquemes (RO), em setembro de 2019. Ainda devem ser levados ao júri popular o pai da criança, Willian Monteiro da Silva, a madrasta, Ingrid Bernardino, e a avó da criança, Suely dos Santos Monteiro.

A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia (TJ-RO), negou o pedido de habeas corpus feito pela defesa de Ingrid Bernardino Andrade. Ela é acusada, junto com o companheiro, de espancar a enteada Lauanny Hester Rodrigues em uma casa de Ariquemes (RO). O caso aconteceu em setembro de 2019.



Ingrid permanece presa preventivamente pela suposta prática de crimes hediondos. Segundo o TJ-RO, a defesa pediu o habeas corpus para que ela aguardasse seu julgamento em prisão domiciliar e monitoramento eletrônico. Também informou que a ré está sofrendo constrangimento ilegal, devido o excesso de prazo para a realização da sessão de julgamento.


Mas os membros da 1ª Câmara Criminal negaram, considerando que "ainda estão presentes os requisitos para a manutenção da prisão preventiva", e para os desembargadores, "não ficou comprovada a existência de constrangimento ilegal a ser sanado".


Entenda o caso

Casa onde menina foi espancada até a morte em Ariquemes, RO — Foto: Rinaldo Moreira/Rede Amazônica

Em setembro de 2019, uma menina de dois anos, identificada como Lauanny Hester Rodrigues, morreu depois de ser espancada em uma casa de Ariquemes (RO). Segundo a Polícia Militar (PM), vizinhos acionaram uma ambulância depois de ouvirem a criança sendo agredida. Porém, quando a equipe médica chegou, a menina não tinha mais sinais vitais.


O corpo de Lauanny foi encontrado na saída da cozinha para a varanda. O pai e a madrasta da criança foram localizados e presos minutos depois, perto de uma prainha do Rio Jamari. Eles carregavam um bebê de 5 meses, filho do casal.


Após o início das investigações, durante interrogatório, o pai e a madrasta disseram que de fato tinham batido na menina duas vezes. O casal teria agredido a criança por ela ter subido em uma mesa, rasgado um saco de farinha, quebrado coisas e feito sujeira. Diante disso, para "corrigir a criança", bateram nela.


A menina morreu com muitas fraturas no corpo. Na época, o médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que atendeu a ocorrência, disse que ela estava politraumatizada [com traumatismos múltiplos]. Com fraturas no crânio, tórax, quadril e abdômen.


O casal responde também por outros fatos que envolvem tortura e agressão à criança.


Adiante, a Justiça também decretou a prisão preventiva de avó de menina, Suely dos Santos Monteiro, já que ela tinha a guarda de Lauanny e estava proibida de entregar a criança ao pai. Para a polícia, a avó paterna da menina poderia ser responsabilizada pela morte da criança por abandono de incapaz.

O g1 tenta localizar a defesa dos citados.

Criança morre após ser espancada em Ariquemes — Foto: Rinaldo Moreira/G1

Mudança no julgamento

Conforme informações do TJ, Ingrid está presa desde 21 de setembro de 2019, a denúncia foi oferecida no mês seguinte, no dia 15 de outubro, e recebida no dia 22 de outubro de 2019.


Já no dia 6 de outubro de 2020 houve sentença de pronúncia. A sessão de julgamento no Tribunal de Júri foi marcada para o dia 16 de março de 2021, mas não aconteceu por causa da pandemia de Covid-19. Uma nova data já foi marcada para o julgamento, mas ainda não foi divulgada oficialmente.


Devem ser levados ao júri popular o pai da criança, Willian Monteiro da Silva, a madrasta, Ingrid Bernardino, e a avó da criança, Suely dos Santos Monteiro.(G1RO)



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