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Vereadores se irritam com problemas na Saúde e disparam críticas contra governador e secretário estadual da Pasta

Pacientes estão sendo obrigados a fazer tomografias em Cacoal

Na sessão do Legislativo vilhenense realizada ontem, a primeira após o recesso parlamentar do meio do ano, durante discussão do requerimento 32/2021 apresentado pelas vereadoras Clérida Alves (Avante) e Nica Cabo João (PSC), que cobra do Executivo quais medidas foram adotadas, junto ao Governo de Rondônia, para que seja retomada a realização os exames de Ressonância e Tomografia, que foram suspensos há mais de 40 dias pelo Estado, os vereadores manifestaram insatisfação com atos do governador Marcos Rocha.

 


“Eu quero expressar a minha indignação, a minha tristeza, o meu repúdio ao Governo Marcos Rocha, em relação às ressonâncias e tomografias que há mais de 40 dias não estão sendo realizadas em Vilhena. Temos em nosso município duas clínicas que realizam esses exames, clínicas que oferecem exames de excelência, mas o Estado suspendeu os contratos deixando desassistidos não apenas o município de Vilhena, mas toda a Região do Cone Sul”, disse a vereadora Clérida Alves. 

 

Conforme a vereadora, a informação repassada a ela pela gerente de regulação foi a de que serão liberados para o município de Vilhena, somente 15 ressonâncias por mês, e serão feitas no município de Cacoal. “É uma vergonha pra gente, um município com mais de 100 mil habitantes ficar nessa situação”, desabafou.

 

A vereadora Nica Cabo João destacou a necessidade de união para lutar para que esses exames voltem a serem realizados em Vilhena. “Porque 15 ressonâncias ou tomografias não são nada, é uma gota. Esses exames são necessários também para as perícias do INSS. Muita gente está perdendo seus benefícios por falta desses exames, que são essenciais”, ponderou,  antes de denunciar: “Outra coisa, o governador está exigindo que tenha um protocolo com um endocrinologista para os pacientes (diabéticos) pegarem insulina”.

 

Ao retomar a fala, Clérida Alves complementou o comentário da colega: “a insulina é outro caso grave que está tendo no nosso município. O Governo está notificando os pacientes e exigindo um laudo do endocrinologista para que a pessoa possa continuar recebendo a medicação; sendo que não consta na rede SUS o especialista para atender essa demanda”, verbalizou.

 

O vereador Samir Ali (podemos) também se posicionou dobre o tema e criticou o governador Marcos Rocha e o Secretário de Estado da Saúde, Fernando Máximo, a quem acusou de ter sido grosseiro e desrespeitoso com servidores.

 

“O Governador vem aqui, anuncia programas como o ‘Tchau Poeira’, que ninguém nem sabe como vai funcionar, nem ele próprio consegue explicar como vai ser. E eu fico perplexo de ver alguém elogiando o governador de Rondônia. Ele deixa de atender uma prioridade que é a saúde pública num momento de pandemia. Tivemos uma reunião com o Secretário de Saúde Fernando Máximo, onde ele foi grosseiro e ofendeu muito os servidores do Estado, o que eu lamento. Afinal, o servidor é a base do serviço público”. 

 

Quando a palavra voltou à vereadora Clérida Alves, ela reforçou: “fica o meu repúdio ao senhor governador por fazer os nossos pacientes se deslocarem para outros municípios para realizarem exames, sendo que a gente tem as clínicas com competência para realizá-los aqui”.   

 

Noutro trecho, Clérida Alves afirmou que, em conversa com a secretária municipal de Saúde de Vilhena, Siclinda Raasch, que busca reverter essa situação, ouviu que o secretário de Estado da Saúde cogitou a possibilidade de uma contrapartida do Governo Estadual para o uso do tomógrafo do Hospital Regional de Vilhena, aumentando o número de exames realizados.

 

“Mas, a secretária me repassou que com o aumento da demanda para esse tomógrafo, corre-se o risco desse aparelho ter problemas, e aí faltaria para os pacientes mais graves, como por exemplo, os pacientes com Covid-19. Sem contar que o município teria que arcar sozinho com o custo para o conserto desse tomógrafo”, ponderou.

 

Samir Ali voltou ao microfone para lembrar que o tomógrafo em questão se encontra dentro do Hospital Regional, e que é utilizado pelos pacientes internados. “Como vai trazer a população em geral que precisa de tomografia, para dentro do Hospital Regional? E outra, se o município assumir essa responsabilidade de vez, o Estado nunca mais presta esse serviço aqui. Estamos falando desses exames, mas o problema da saúde do Estado aqui em Vilhena é muito maior. A questão das cirurgias de alta complexidade, ortopédica, que se demora muito”, ponderou, antes de concluir: “o Governo Marcos Rocha e o secretário Fernando Máximo atuam muito pouco na Região do Cone Sul. Faz muito pouco pela cidade de Vilhena”.(Folha do Sul)



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