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Boeing 737 MAX está parado há cinco dias em RO após problema técnico em voo

Avião que saiu de Brasília para Rio Branco pousou em Porto Velho após painel indicar 'erro no sistema'. Ao site, Boeing disse que prefere não comentar o incidente; 737 MAX tem histórico de problemas.

Um Boeing 737 MAX, operado pela GOL Linhas Aéreas, está 'estacionado' há cinco dias no aeroporto Governador Jorge Teixeira, em Porto Velho, após apresentar problemas técnicos em um voo entre Brasília e Rio Branco.



Segundo o histórico de voo, a aeronave decolou na segunda-feira (16), às 21h08, do Aeroporto Internacional de Brasília e tinha como destino o estado do Acre.


Quando sobrevoava Rondônia houve uma indicação no painel do Boeing 737 MAX de que o óleo do motor estava desviando do filtro de óleo pelo canal de bypass.


Diante do alerta no painel, os pilotos adotaram os protocolos necessários de segurança e decidiram desviar o voo para Porto Velho, que pousou às 22h30 (hora local) sem maiores problemas. Os passageiros então desembarcaram e foram reacomodados em outro voo da GOL.


Porém, desde que pousou em Porto Velho, o Boeing 737 MAX (com a matrícula PR-XMC) não realizou mais voos domésticos. Um funcionário do aeroporto informou à Rede Amazônica que o avião está 'estacionado' desde a segunda-feira em Porto Velho.


O site questionou a Boeing sobre a previsão do 737 MAX voltar a voar, e quando será feito o reparo, mas a empresa informou que não tem nada para comentar sobre o incidente com a aeronave.


Abaixo, veja o que disse a GOL sobre o pouso desviado para Rondônia:


"A GOL confirma que o voo 1714, que partiu na segunda, dia 16 de agosto, de Brasília (BSB) com destino a Rio Branco (RBR), alternou para o aeroporto de Porto Velho (PVH) por conta de um problema técnico em um dos motores. A tripulação conduziu os procedimentos conforme preconizado, o pouso ocorreu normalmente e os passageiros foram reacomodados em outra aeronave para o destino final".


Histórico turbulento

Em março de 2019, os 737 MAX foram obrigados a ficarem no chão depois que acidentes mataram 346 pessoas na Etiópia e na Indonésia, provocou ações judiciais, investigações do Congresso e do Departamento de Justiça e cortou uma fonte importante de renda da Boeing.


Um painel da Congresso dos Estados Unidos concluiu, após 18 meses de investigação, que os dois acidentes com o Boeing 737 MAX resultado de falhas da fabricante de aeronaves Boeing e da FAA. "Eles foram o terrível resultado de uma série de suposições técnicas incorretas dos engenheiros da Boeing, uma falta de transparência por parte da administração da Boeing e uma supervisão grosseiramente insuficiente da FAA", concluiu o relatório.


Em meio à crise, a Boeing decidiu também rescindir em abril de 2020 o acordo de compra da área da aviação comercial da Embraer, que previa a criação de empresa conjunta de US$ 5 bilhões que teria controle da gigante americana.


Em abril deste ano, a Boeing anunciou um possível problema elétrico em suas aeronaves 737 MAX, recomendando a 16 empresas que utilizam o modelo que verifiquem a existência da avaria antes de continuarem operando com ele.


No Brasil, a única companhia que utiliza o 737 MAX é a GOL.(G1RO)



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