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Policlínica Oswaldo Cruz reabre consultas para 21 especialidades

Coordenada pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) do Governo de Rondônia, a Policlínica Oswaldo Cruz (POC) reabriu esta semana alguns atendimentos, entre eles aos transplantados renais e pessoas obesas. Durante o início pandemia da covid-19, pouca gente percebeu os bastidores da Policlínica Oswaldo Cruz (POC) em Porto Velho, por onde passaram 13 mil pacientes até novembro de 2020 e dez mil em 15 meses de forte ataque do coronavírus.

Policlínica Oswaldo Cruz reabre consultas para 21 especialidades

Gradativamente, retornam agora à policlínica pacientes de hanseníase, neurologia, aqueles em fase pós-operatória [de ortopedia], e assim prossegue a retaguarda ao Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro [Setor Industrial] e ao Hospital e Pronto Socorro João Paulo II [Bairro Eletronorte]. Da mesma forma, pacientes de infiltração e traumatológicos; de obesidade, oftalmologia, osteoporose, e do mapa Holter (cardíaco). Atualmente, a POC possui 21 especialidades de atendimento médico e 53 sub especialidades à disposição da Capital e de 52 municípios.


Na manhã desta sexta-feira, a direção da policlínica reuniu-se para explicar o planejamento da abertura gradual dos diversos setores, com o máximo cuidado de higienização.Portões estão abertos, e a entrada principal também funcionará nos próximos dias. A continuidade do atendimento de média e alta complexidade vem sendo organizada para a retomada das consultas diárias, tudo em conformidade com o mais recente decreto governamental, que também libera cirurgias eletivas.


Uma van da Prefeitura de Cacaulândia e um ônibus de Cujubim estacionaram cedo em frente ao prédio com 30 pacientes em tratamento, dando sequência à rotina comum. “Mantivemos o acolhimento de pacientes com doenças graves, tanto os da Capital quanto os do interior, e os que passam por cirurgias continuam vindo aqui”, disse a diretora Sinara Messias da Silva.


COVID-19


Em um ano e meio de pandemia, a POC fez dez mil atendimentos, motivada pelo contínuo revezamento entre seus profissionais. Assim, foi possível manter serviços e atendimentos prioritários. Sinara mencionou os principais: farmácia, gravidez de alto risco, hanseníase, SAE/CTA [soropositivos para testagem rápida], colostomia, urgência e emergência, obesidade, oftalmologia otorrinolaringologia, e transplantes renais e de fígado.


“Nossos profissionais com jornadas de 40 horas dedicaram-se a contento na troca de receitas e alterações, principalmente, para não permitir que esses pacientes ficassem desassistidos durante as restrições impostas pelos decretos decorrentes da pandemia”, explicou a diretora-adjunta Irani Marques de Albuquerque.


Envolveram-se diretamente nessa missão os médicos: Christopher Rosa, geriatra e atual diretor técnico da POC; Reinaldo Arruda, infectologista; Sônia Inês, dermatologista.


PERDAS


Na pandemia, a POC criou os ambulatórios da covid e de saúde do servidor, pelos quais passaram bombeiros, policiais militares, profissionais médicos, agentes penitenciários, professores e demais servidores públicos e seus parentes.


PACIENTES POR DIA


O Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro (HBAP) liberou a POC para consultas pré e pós-operatórias. A ortopedia tem uma das maiores subespecialidades, pois cuida de acne, colunas, hanseníase, joelhos, ombros, pés e quadris.


Em média, visitam os ambulatórios mil a 1,2 mil pessoas por dia. O movimento de ambulâncias no pátio e na rua impressiona, pois a policlínica possui movimento semelhante ao do maior shopping da Capital e ao de pequenas cidades.


Motoristas condutores dos pacientes transplantados renais ou de fígado são orientados pelas respectivas secretarias municipais de saúde a organizar uma logística pela qual todos possam aproveitar a viagem para fazer todos os exames laboratoriais necessários. Já as imagens são administradas pelo setor de regulação e geralmente os resultados são entregues alguns dias depois. “O que depender da POC, é feito com amor”, garantiu a diretora-adjunta Irani de Aluquerque.


HUMANIZAÇÃO


“Foi um período intenso, mas gratificante e de enorme satisfação, porque cuidamos do bem maior do Criador: a vida. Seguimos o exemplo de Jesus, que veio ao mundo para nos ensinar a viver, assistir, se doar e servir”, comentou o diretor técnico Christopher Ros.


Mesmo considerando as jornadas exaustivas, ele disse que dias e noites serviram para dar a todos dignidade: “E do nascimento até a morte ela nunca deve faltar ao ser humano”.


“Seguimos na caminhada. Os níveis de atenção são primordiais, e o papel social em relação aos pacientes deve também ser compartilhado pelos familiares. Pesquisas indicam que esse cuidado implica enxergar a realidade, mesmo o flagelo das drogas, que também é bem conhecido pelos médicos da saúde pública” finalizou”.



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