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Operação com tiroteio deixa 25 mortos e tem fuga de bandidos

Segundo a Polícia Civil, tráfico vinha aliciando crianças e adolescentes para ações criminosas. Quadrilha é investigada por assassinatos, roubos e até sequestros de trens.

Operação com tiroteio deixa 25 mortos e tem fuga de bandidos


Uma operação da Polícia Civil do RJ contra o tráfico de drogas no Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, levou a um intenso tiroteio no início da manhã desta quinta-feira (6), deixou 23 pessoas mortas. Segundo a corporação, o policial civil André Frias, baleado na cabeça, e 24 suspeitos morreram na ação. Dois passageiros do metrô foram baleados dentro de um vagão da linha 2, na altura da estação Triagem. Dois policiais civis também se feriram.

 

Um advogado da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanha o caso.

Vídeos registraram o som de rajadas, e explosões de bombas também foram registradas em diferentes pontos da favela. Moradores afirmavam que não conseguiam sair de casa — como uma noiva de casamento marcado e uma grávida com cesariana agendada, ambas para esta manhã.

 

A Operação Exceptis investiga o aliciamento de crianças e adolescentes para ações criminosas, como assassinatos, roubos e até sequestros de trens da Supervia. A polícia afirma que o tráfico da região adota táticas de guerrilha, com armas pesadas e “soldados fardados”.

 

O Jacarezinho é considerado uma base do Comando Vermelho, a maior facção do tráfico de drogas em atividade no Rio. A comunidade é predominantemente plana, repleta de ruelas e cercada de barricadas instaladas pelo crime — o que dificulta o acesso de blindados, por exemplo.

 

Às 7h30, criminosos com fuzis foram vistos pulando de laje em laje, em fuga. Os homens passavam as armas de mão em mão pelos muros enquanto corriam pelos telhados das casas. Não havia movimentação de moradores nas ruas e vielas do Jacarezinho.

 

A troca de tiros afetou a circulação da Linha 2 do metrô e dos ramais de Saracuruna e de Belford Roxo da Supervia — trens da Central não partiam para esses destinos.

Escutas identificaram 21 criminosos

 

Com a quebra dos dados telemáticos autorizada pela Justiça, foram identificados 21 integrantes do grupo criminoso, todos responsáveis por garantir o domínio territorial da região com utilização de armas de fogo.

 

A polícia identificou uma estrutura típica de guerra provida de centenas de “soldados” munidos com fuzis, pistolas, granadas, coletes balísticos, roupas camufladas e todo tipo de acessórios militares.

Fonte: meionorte




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