Senadora ocupava cargo de líder da bancada do PT na Casa; escolha ocorre após saída de Jaques Wagner (PT-BA), alvo de operação da Polícia Federal na semana passada...
A senadora assumirá o cargo com a missão, segundo Lula, de articular a aprovação de duas PECs (Propostas de Emenda à Constituição) que são prioritárias para o governo sobre o fim da escala de trabalho 6x1 e a chamada PEC da Segurança Pública.
"Designei a senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo no Senado com a missão de articular o debate e a aprovação de projetos de interesse da população brasileira que estão em tramitação, como o fim da escala 6 por 1 e a PEC da Segurança, entre outros", disse Lula no X (antigo Twitter).
Teresa é vista como uma congressista com boas relações com oposição e governistas. Ela também está na metade do seu mandato de oito anos no Senado e não será candidata nas eleições deste ano, o que garante maior tempo para se dedicar à função de liderança na Casa.
"Agradeço ao presidente Lula pela confiança ao me convidar para assumir a Liderança do Governo no Senado. Conversamos nesta manhã, quando afirmei que assumo essa missão com os princípios que sempre orientaram minha trajetória pública: lealdade, diálogo, disciplina e trabalho", afirmou a senadora em suas redes sociais.
A CNN apurou que a escolha foi tratada diretamente por Lula e a senadora. A expectativa de integrantes do governo é que o ministro José Guimarães, da Secretaria de Relações Institucionais, intensifique sua atuação junto ao Senado.
Sob Jaques, a liderança do governo na Casa tinha atuação mais independente. Agora, com Teresa como líder, a avaliação interna é de que o ministro da SRI deve se envolver mais nas negociações das pautas prioritárias para o Executivo.
Jaques anunciou a saída da função depois de se reunir com Lula no Palácio da Alvorada, na quarta-feira (24). De acordo com o senador, a decisão foi tomada em "comum acordo" e após uma "conversa entre amigos". O afastamento de Jaques passou a ser defendido por aliados do governo para evitar maior desgaste na campanha do chefe do Executivo, que é pré-candidato à reeleição.
Na semana passada, o senador foi alvo de nova fase da operação Compliance Zero que mira o esquema de fraudes do Banco Master. As investigações da PF indicaram que Jaques teria recebido benefícios econômicos, de forma direta ou indireta, em troca de sua atuação em prol do Master no Senado. O senador nega as acusações e afirma que irá colaborar com as investigações.
fonte - Emilly Behnke, Duda Cambraia, da CNN Brasil, Brasília.




