Um bebê morreu antes do parto durante atendimento na maternidade do Hospital Municipal de Ji-Paraná, e o caso passou a ser investigado após a família denunciar possível negligência médica. A ocorrência gerou revolta entre os familiares e mobilizou a Polícia Militar na unidade de saúde.
foto - reprodução
De acordo com o boletim de ocorrência, a polícia foi acionada nas primeiras horas da manhã após confusão no local. O pai da criança, abalado com a morte, teria causado danos na estrutura da maternidade e feito ameaças a profissionais de saúde antes de deixar o hospital. Ele não foi localizado.
A família afirma que a gestante aguardou por várias horas sem atendimento adequado, mesmo apresentando dores intensas e episódios de vômito. “Simplesmente mataram minha filha. Ficou 9 horas lá, vomitando e sentindo dor forte, de gritar”, relatou o pai.
A avó da bebê também reforçou a denúncia e disse que os sintomas foram tratados como normais pela equipe. “Ela passou a noite toda sentindo dor, vomitando. Eu via que ela não estava bem”, afirmou. Segundo a família, o atendimento só avançou após a intervenção de uma profissional de enfermagem, quando a gestante foi levada para cesariana, mas o bebê já estava sem vida.
A Secretaria de Saúde informou que a paciente estava sob protocolo de acompanhamento e que, durante a madrugada, foi identificada a redução dos batimentos cardíacos fetais até a parada. “Foi feito um ultrassom e constatado que o batimento havia parado, sendo levada ao centro cirúrgico”, explicou o secretário Cristiano Ramos.
Ainda segundo a pasta, durante o procedimento foi identificado um possível nó no cordão umbilical, o que pode ter provocado a morte do bebê. Apesar disso, uma sindicância foi aberta para apurar as circunstâncias do caso e verificar se houve falhas no atendimento.
A gestante segue internada e o prazo inicial para conclusão da investigação é de até 20 dias.






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