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Polícia Civil e prefeitura unem forças contra armadilha da cesta básica

Semias denunciou o grupo criminoso e solicitou investigação...

Imagine o seguinte cenário: uma senhora de 80 anos é chamada pelo nome no portão de sua casa. Do lado de fora, um homem segura uma cesta básica e se apresenta como assistente social da prefeitura de Porto Velho, afirmando que ela tem direito aos alimentos, mas que, para isso, precisa atualizar o cadastro. Após tirar algumas fotos e coletar dados pessoais, o homem vai embora. Dias depois, a idosa descobre que possui uma dívida superior a R$ 30 mil junto ao sistema bancário.

Esse tipo de golpe tem se tornado recorrente em diversos bairros de Porto Velho e motivou a realização de uma coletiva de imprensa conjunta entre a Polícia Civil de Rondônia (PC/RO) e a Prefeitura de Porto Velho, no final da manhã desta segunda-feira (19) com objetivo de esclarecer à população sobre essa prática criminosa.

Participaram da coletiva a secretária adjunta de Inclusão e Assistência Social, Tércia Marília, o diretor-adjunto da Polícia Civil, Claudionor Muniz, e a representante da Delegacia Especializada em Repressão às Fraudes (Defraude), delegada Ádrian Viero da Costa.

​De acordo com o Claudionor Muniz, a própria prefeitura também figura como vítima da quadrilha
Foto: Reprodução

De acordo com o diretor-adjunto da Polícia Civil, Claudionor Muniz, a própria prefeitura também figura como vítima da quadrilha, que se passa por agentes públicos municipais para ganhar a confiança dos cidadãos e aplicar o golpe, o que tornou necessária a atuação conjunta das instituições.

“É importante que a prefeitura atue junto com a Polícia Civil para auxiliar nas investigações. A principal recomendação é que os cidadãos não forneçam dados pessoais a pessoas que apareçam em suas residências. Os fatos começaram a ser investigados na última semana, e essa coletiva é uma resposta rápida à população. Quem foi vítima deve procurar a Polícia Civil para que os criminosos sejam responsabilizados”, afirmou Claudionor Muniz.

A secretária adjunta Tércia Marília reforçou as recomendações de segurança, destacando que os idosos são o principal alvo dos estelionatários. Segundo ela, a entrega de cestas básicas ocorre nas unidades do Cras, salvo raras exceções em casos de comprovada impossibilidade de locomoção do beneficiário.

Tércia Marília destacou que os idosos são o principal alvo dos estelionatários
Foto: Reprodução

“Assim que tomamos conhecimento dos fatos, por determinação do prefeito Léo Moraes, acionamos imediatamente a Polícia Civil, que prontamente se colocou como nossa parceira na defesa da comunidade. Não tiramos fotos do rosto de ninguém, todas as visitas são previamente agendadas e nossos servidores não utilizam camisetas brancas. Antes de receber qualquer pessoa, o cidadão deve confirmar a informação diretamente no Cras”, alertou Tércia Marília.

À frente das investigações, a delegada Ádrian Viero da Costa explicou os procedimentos adotados pela Defraude para identificar os integrantes da organização criminosa e impedir a continuidade dos golpes. Ela destacou que pessoas em situação de vulnerabilidade social são os principais alvos dos criminosos.

Ádrian Viero explicou os procedimentos adotados pela Defraude

“A prefeitura também é vítima, assim como os idosos, pelo uso indevido de sua identificação. A Polícia Civil está atuando para reprimir essa prática e proteger os cidadãos. Em muitos casos, os criminosos entram em contato por telefone e agendam visitas, tudo de forma planejada para aplicar o golpe”, explicou a delegada.

Atualmente, a Prefeitura de Porto Velho é responsável por oito unidades do Cras, que desenvolvem ações sociais voltadas à inclusão e ao acesso de pessoas em situação de vulnerabilidade aos serviços públicos.

Todos os dados já foram coletados e as investigações seguem em andamento pela Polícia Civil.

Texto: João Paulo Prudêncio
Fotos: Júnior Costa

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)



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