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Colômbia registra ao menos 11 ataques terroristas com granadas em 24h

Onda de ataques começou nessa sexta (24/4) e, em um deles, ao menos sete pessoas morreram. Suspeitos são grupos ligados ao narcotráfico

Uma série de ataques iniciada nessa sexta-feira (24/4), com uso de explosivos e armas de fogo, deixou mortos e feridos na Colômbia. Ao menos 11 ações foram registradas em um intervalo de 24 horas nos departamentos — equivalentes a estados no Brasil — de Cauca e Valle del Cauca.



Os atentados tiveram como alvos bases militares, estações de polícia e áreas urbanas. A ofensiva, segundo o jornal colombiano El Tiempo, é atribuída a grupos armados ilegais que atuam na região. Entre os episódios, um atentado a bomba deixou ao menos 7 mortos e mais de 20 feridos.


As ações ocorreram em diferentes municípios. A área afetada é considerada estratégica por concentrar rotas do narcotráfico e a presença de dissidências de antigos grupos guerrilheiros.


O ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Arnulfo Sánchez, e integrantes da cúpula do Exército colombiano foram até a região para acompanhar a situação.


“Estamos no local liderando uma reunião extraordinária de segurança para reforçar a proteção da população do Valle del Cauca. (…) Não há espaço para o medo. Os criminosos tentam gerar temor, mas a resposta é firme: não vamos permitir que comprometam a tranquilidade nem os avanços na segurança já alcançados”, declarou o ministro em publicação no X (antigo Twitter). (Metrópoles)

Viagem cancelada ao Paquistão não significa retomada da guerra, diz Trump

Presidente americano cancelou o envio de dois de seus principais conselheiros a Islamabad para nova rodada de negociações com o Irã

O presidente americano Donald Trump afirmou que o cancelamento da viagem de dois de seus principais conselheiros a Islamabad, no Paquistão, para uma nova rodada de negociações com o Irã, não significa a retomada da guerra.



“Não. Não significa isso. Ainda não pensamos nisso”, disse Trump em uma ligação com Barak Ravid, repórter do site Axios e colaborador da CNN, quando questionado se a decisão de não enviar o enviado especial Steve Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner, ao Paquistão deveria ser interpretada como um passo em direção a uma nova rodada de conflitos.


Trump cancela ida de delegação ao Paquistão; chanceler do Irã deixou país

O presidente americano Donald Trump cancelou a viagem de uma delegação liderada por dois importantes negociadores dos Estados Unidos ao Paquistão. O anúncio foi feito pouco após uma delegação do Irã deixar a capital paquistanesa Islamabad.


Pelas redes sociais, Trump indicou que tomou a decisão por contas das "disputas internas" entre a liderança fragmentada de Teerã.


"Acabei de cancelar a viagem dos meus representantes a Islamabad, no Paquistão, para se encontrarem com os iranianos. Muito tempo perdido em viagens, muito trabalho!", escreveu em publicação na Truth Social.


"Além disso, há uma enorme disputa interna e confusão dentro da 'liderança' deles. Ninguém sabe quem está no comando, nem mesmo eles. E nós temos todas as cartas na manga, eles não têm nenhuma! Se quiserem conversar, basta ligar!!!", completou.


Antes da publicação, Trump já havia dito à emissora americana Fox News que não vale a pena a delegação americana pegar um voo de 18 horas até o país mediador do conflito.


"Eu disse à minha equipe agora há pouco – eles estavam se preparando para partir –, e eu disse: 'Não, vocês não vão fazer um voo de 18 horas para ir até lá. Nós temos todas as cartas. Eles podem nos ligar quando quiserem, mas vocês não vão mais fazer voos de 18 horas para ficarem sentados conversando sobre nada'", disse o presidente à Fox News.


O anúncio de Trump aconteceu pouco após fontes iranianas relatarem à CNN que o chanceler do Irã, Abbas Araghchi, deixou Islamabad depois de se reunir com mediadores paquistaneses.


Uma fonte paquistanesa com conhecimento das discussões afirmou que o chanceler iraniano apresentou as exigências de Teerã para um acordo, bem como suas reservas em relação às exigências dos EUA.


Araqchi "explicou as posições de princípio do nosso país em relação aos últimos desenvolvimentos relacionados ao cessar-fogo e ao fim completo da guerra imposta contra o Irã", disse um comunicado na conta oficial do ministro no Telegram.


Questionada sobre as reservas de Teerã em relação às posições dos EUA nas negociações, uma fonte diplomática iraniana em Islamabad disse à Reuters: "Em princípio, o lado iraniano não aceitará exigências maximalistas."


Araghchi desembarcou em Islamabad na sexta-feira à noite para uma série de reuniões com a cúpula do governo paquistanês, incluindo o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o chefe do Exército do país, o marechal Asim Munir, que tem atuado como um mediador fundamental entre Teerã e Washington.


Ministros paquistaneses estão tentando facilitar uma segunda rodada de negociações entre autoridades americanas e iranianas, após longas discussões no início de abril não terem conseguido atenuar os obstáculos diplomáticos mais complexos entre as partes em conflito. (CNN)

Ucrânia utiliza soldados robôs no lugar de humanos em guerra contra Rússia

Operação inédita de captura de inimigos por sistemas robóticos e drones terrestres destaca nova era do combate para Kiev

A cena é tão antiga quanto a própria guerra. Dois soldados, mãos ao alto, se rendendo e seguindo cuidadosamente as ordens gritadas pelo outro lado.



Exceto que, neste caso, não havia captores humanos à vista. Em vez disso, os dois russos estavam se submetendo a robôs terrestres e drones ucranianos controlados por um piloto operando em segurança de uma posição a quilômetros da linha de frente.


Este é o futuro da guerra – e está acontecendo agora.


"A posição foi tomada sem um único tiro disparado", afirmou à CNN Mykola "Makar" Zinkevych, o comandante da unidade ucraniana que conduziu a missão.


Zinkevych, que serve na unidade "NC13" da Terceira Brigada de Assalto Separada da Ucrânia, lidando com sistemas de ataque robóticos terrestres, disse que a operação no verão passado foi a primeira vez na história em que uma posição inimiga foi invadida e prisioneiros foram capturados por robôs terrestres e drones sem o envolvimento de infantaria.


É uma afirmação difícil de comprovar, mas ressalta o orgulho de Kiev em sua tecnologia.


Desde então, missões em que os robôs substituem os soldados humanos se tornaram o pão de cada dia da unidade.


Os céus acima das linhas de frente na Ucrânia estão repletos de drones há anos, representando uma grave ameaça para a infantaria.


Como resultado, os ucranianos começaram a experimentar combates com drones terrestres – veículos controlados remotamente que funcionam com rodas ou esteiras – e sistemas robóticos terrestres.


Originalmente, eram usados principalmente para retirar baixas e reabastecer tropas, mas cada vez mais também para conduzir missões de assalto em combate.


Drones terrestres são muito mais difíceis de detectar e interceptar do que veículos militares maiores.


Em comparação com seus equivalentes aéreos, eles podem operar em todas as condições climáticas e transportar cargas muito maiores.


Eles também são mais duráveis e têm uma vida útil de bateria muito mais longa.


No final do ano passado, o Terceiro Corpo de Exército, do qual a Terceira Brigada de Assalto Separada faz parte, disse que um único robô terrestre equipado com uma metralhadora conseguiu conter um avanço russo por 45 dias, necessitando apenas de manutenção leve e recarga de bateria a cada dois dias.


"Precisamos entender que nunca teremos mais pessoal e nunca teremos uma vantagem numérica sobre o inimigo", afirmou Zinkevych, destacando a força militar muito maior da Rússia. "Então, precisamos alcançar essa vantagem por meio da tecnologia."


O objetivo atual, segundo ele, era substituir um terço da infantaria por drones e robôs este ano.


O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou na terça-feira (21) que drones e robôs realizaram mais de 22 mil missões apenas nos últimos três meses.


"Vidas foram salvas mais de 22 mil vezes quando um robô entrou nas áreas mais perigosas em vez de um guerreiro", declarou Zelensky em um discurso destacando os sucessos da indústria de tecnologia militar da Ucrânia.


Robert Tollast, especialista em guerra terrestre do Royal United Services Institute, um think tank britânico de defesa e segurança, falou que os novos avanços na Ucrânia "alimentarão um debate furioso sobre se esses robôs são o futuro da guerra ou não".


Ele afirmou que era provável que os drones terrestres tivessem dificuldade para realmente manter território, os comparando ao uso de tanques sem apoio de infantaria.


Mas eles agora "regularmente salvam vidas de soldados na retirada de feridos, missões perigosas de reabastecimento, remoção de minas e, cada vez mais, em combate", disse ele.


"Isso é crítico em uma guerra onde a observação aérea por drones tornou o movimento perto da linha de frente quase mortal... mesmo imaginando um futuro onde a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) não lute exatamente como a Ucrânia, é quase certo que esses sistemas encontrarão muitos usos em outras forças", acrescentou.


Supremacia ucraniana de drones

Mais de quatro anos de guerra forçaram a Ucrânia a se tornar líder global em drones de campo de batalha e sistemas robóticos. Mas a busca pela supremacia nessa área foi impulsionada com a nomeação de Mykhailo Fedorov como ministro da Defesa da Ucrânia em janeiro.


Anteriormente, Fedorov foi o ministro da transformação digital, cargo no qual supervisionou o bem-sucedido projeto de guerra com drones da Ucrânia.


Após assumir a pasta da defesa, ele introduziu o que o Ministério chamou de plano de guerra, um projeto de como a Ucrânia planeja "forçar a Rússia à paz".


A estratégia é fortemente focada em tecnologia e dados, com centenas de empresas participando de dezenas de iniciativas governamentais de desenvolvimento e produção de drones.


Mykhailo Fedorov afirmou no domingo (19) que queria que sistemas robóticos terrestres eventualmente lidassem com toda a logística da linha de frente.


O plano de guerra se concentra tanto na defesa quanto no ataque. O objetivo é usar dados e tecnologia para identificar cada ameaça aérea em tempo real e interceptar pelo menos 95% dos mísseis e drones, além de criar uma "zona de morte" de 15 a 20 quilômetros de profundidade ao longo da linha de frente, onde drones e robôs operam ininterruptamente.


O Ministério da Defesa declarou na semana passada que cerca de mil equipes já estavam operando como parte deste novo programa unificado.


Zinkevych, o comandante ucraniano de robótica terrestre, disse que a capacidade de escalar é fundamental.


A Rússia está atrás na corrida, mas também está avançando, disse ele. "No campo de batalha, o fator decisivo não é quem inventou a tecnologia e (descobriu) como aplicá-la, mas quem conseguiu escalá-la a longo prazo."


Os mais recentes avanços tecnológicos deram à Ucrânia uma clara vantagem em drones no campo de batalha, dizem os analistas.


O Instituto para o Estudo da Guerra, um monitor de conflitos com sede nos EUA, avaliou recentemente que esta superioridade em drones "provavelmente está contribuindo para a estagnação dos avanços russos e recentes contra-ataques ucranianos."


"Embora nenhum dos lados tenha conseguido obter uma vantagem decisiva, a campanha de ataques de médio alcance da Ucrânia permitiu a Kiev recuperar a vantagem", escreveram seus analistas em uma nota, dizendo que o "desafio agora para a Ucrânia será se manter um passo à frente enquanto a Rússia responde."


Ucrânia troca expertise por mísseis

Embora a vantagem no campo de batalha baseada em drones possa não ser decisiva para a guerra, a clara liderança de Kiev na guerra de drones está agora recebendo mais atenção fora da Europa.


Um exemplo está no Oriente Médio, onde vários países que investiram grandes somas de dinheiro na construção de suas capacidades militares convencionais, desde o início do conflito com o Irã, inesperadamente se viram usando mísseis de 4 milhões de dólares para derrubar um drone que custou 50 mil dólares para fabricar.


Os recursos limitados da própria Ucrânia a forçaram a desenvolver formas mais baratas e muito mais eficientes de combater os drones. Aliados anteriormente relutantes agora estão dando ouvidos.


Zelensky viajou pessoalmente ao Oriente Médio, visitando Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos antes de seguir para Turquia e Síria, oferecendo compartilhar parte da expertise duramente conquistada pela Ucrânia em troca de apoio.


Kiev tem muito a oferecer aos países do Golfo, que por sua vez possuem recursos que a Ucrânia precisa desesperadamente – como mísseis para defesas aéreas.


O presidente da Ucrânia também assinou uma série de novos acordos com vários países europeus. A próxima grande novidade para a Ucrânia, e qualquer força militar no mundo, é, obviamente, a Inteligência Artificial.


Kiev está avançando no desenvolvimento e treinamento de modelos de IA para sistemas não tripulados usando dados reais de campo de batalha.


Mas muitos permanecem cautelosos quanto ao uso de IA em drones terrestres.


Zinkevych, o comandante ucraniano de robótica terrestre, disse que, embora possa ver alguns processos sendo automatizados, não está certo de que tecnologias totalmente autônomas tenham lugar no campo de batalha.


"A decisão final deve sempre ser tomada por um humano", afirmou ele.


"Você confiaria armas à inteligência artificial? Como podemos ter certeza de que ela será capaz de distinguir um amigo de um inimigo? Como podemos ter certeza de que não haverá um mau funcionamento ou que algo não dará errado?", perguntou.


Ainda assim, como ex-soldado de infantaria e comandante de grupos de assalto, agora responsável por robôs, Zinkevych declarou que estava continuamente impressionado com os avanços tecnológicos que testemunhou nos últimos quatro anos.


"Se eu tivesse me ouvido falando assim em 2022, teria dito que era algum louco falando... era tudo apenas ficção científica", afirmou ele.


Mas agora ele está totalmente comprometido. "A vida humana é inestimável, enquanto robôs não sangram. Com base nisso, minha posição é que os sistemas robóticos terrestres precisam ser desenvolvidos muito mais rapidamente, em uma escala muito maior, e implementados como um sistema global para uso no campo de batalha." (CNN)

Estudante de medicina de SC é morta a facadas no Paraguai; ex-namorado é suspeito

Julia Vitoria Sobierai Cardoso, de 23 anos, era estudante de medicina e foi encontrada morta com ferimentos de faca na sexta-feira (24), em Ciudad del Este, no Paraguai, onde estudava...

Uma estudante de medicina, natural de Navegantes, no Vale do Itajaí, foi morta a facadas dentro do próprio apartamento, em Ciudad del Este, no Paraguai, na sexta-feira (24). Julia Victoria Sobierai Cardoso, de 23 anos, estudava medicina no país vizinho.

Estudante de medicina de SC é morta a facadas no Paraguai

O caso é investigado pela polícia paraguaia como feminicídio. O principal suspeito da morte de Julia é o ex-companheiro, que está foragido.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa paraguaia, uma amiga encontrou o corpo da jovem ao tentar acessar o prédio. Ao não conseguir entrar pela porta principal, ela tentou acessar uma outra entrada, quando olhou por meio de uma divisória de vidro e encontrou Julia sem vida.

Suspeito de feminicídio é brasileiro e estudante de medicina

As investigações apontam que uma faca, encontrada próximo ao corpo, tenha sido a arma do crime. O ex-companheiro de Julia e principal suspeito também é brasileiro e estuda medicina na mesma universidade.

Conforme a imprensa paraguaia, o relacionamento dos dois havia terminado há cinco meses, mas o suspeito tinha retomado o contato afirmando querer ser amigo da jovem.

A polícia presume que ele tenha entrado no apartamento na noite de sexta-feira, cometido o crime, e fugido em seguida.

Universidade lamentou a morte da jovem em nota

Em uma nota divulgada nas redes sociais, a universidade em que a jovem estudava lamentou a morte.

Lamentamos profundamente e com todo o respeito esta perda. A Universidade da Integração das Américas expressa suas mais sinceras condolências à família e aos entes queridos de Julia Victoria Soberai Cardoso. Sua memória permanecerá viva na comunidade universitária e em todos que compartilharam sua trajetória. Que o amor e a lembrança tragam conforto neste momento difícil. 

(ndmais)

 

Militar dos EUA ganhou US$ 400 mil com aposta sobre prisão de Maduro

Segundo a mídia norte-americana, soldado envolvido na captura de Maduro faturou cerca de US$ 400 mil após apostar na queda do líder chavista

Um soldado dos Estados Unidos, envolvido na captura de Nicolás Maduro, foi preso por supostamente apostar que a operação contra o ex-presidente da Venezuela seria executada no início do ano. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (23/4) pela rede ABC News.



De acordo com a emissora, que ouviu uma pessoa familiarizada com o assunto sob condição de anonimato, o militar teria lucrado US$ 400 mil (cerca de R$ 2 milhões na cotação atual) ao apostar que Maduro sairia do poder até janeiro deste de 2026.


O soldado, cuja identidade não foi divulgada, utilizou a plataforma Polymarket, uma das mais conhecidas plataformas de aposta sobre previsões futuras, para realizar a operação.


Ele teria aberto uma conta no fim de dezembro, e apostou US$ 32 mil (R$ 160 mil) na queda do líder chavista. A suspeita é que o militar tenha usado informações privilegiadas para lucrar com a operação que ele faria parte.


Nicolás Maduro foi preso e enviado aos EUA, em 3 de janeiro. Ao lado da esposa, Cilia Flores, ele é acusado de envolvimento com o tráfico internacional de drogas, e aguarda julgamento na Justiça norte-americana. Os dois negam as acusações, cujas provas ainda não se tornaram públicas.


Até o momento, o governo dos EUA ainda não se pronunciaram sobre o assunto. (Metrópoles)

Trump prorroga cessar-fogo entre Israel e Líbano por três semanas

Donald Trump anuncia que trégua será prorrogada por três semanas após reunião entre Israel e Líbano, mediada pelos EUA, em Washington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (23/4) a extensão do cessar-fogo entre Israel e Líbano por mais três semanas.



A decisão foi divulgada após uma reunião no Salão Oval da Casa Branca com autoridades de alto escalão dos dois países, além de integrantes do governo norte-americano, como o vice-presidente, JD Vance, e o secretário de Estado Marco Rubio.


“A reunião correu muito bem. O cessar-fogo entre Israel e o Líbano será estendido por três semanas”, afirmou Trump em publicação na rede Truth Social.


Mediação dos EUA e próximos passos

Segundo o presidente, o governo norte-americano também irá trabalhar em conjunto com o Líbano para fortalecer sua capacidade de defesa, especialmente diante da atuação do Hezbollah, considerado um dos principais focos de tensão na região.

Trump afirmou ainda que pretende receber, em breve, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente libanês, Joseph Aoun, para dar continuidade às negociações.

A extensão ocorre em meio a um cenário ainda instável. Apesar do cessar-fogo em vigor, episódios recentes colocam em dúvida a sustentação da trégua.

Um recente ataque israelense no sul do Líbano deixou cinco mortos, incluindo a jornalista Amal Khalil, segundo autoridades libanesas.

Além disso, Israel acusa o Hezbollah de violar o acordo ao lançar um drone contra soldados israelenses.

Já o grupo libanês é aliado do Irã e entrou no conflito após a escalada entre Teerã e Tel Aviv.

Negociações em andamento

Antes do anúncio, o governo libanês buscava uma prorrogação menor, de ao menos 10 dias, enquanto as negociações avançavam em Washington.


O presidente Joseph Aoun havia afirmado que “as comunicações estão em curso” para estender a trégua e encerrar o que chamou de “situações anormais” no país.


A crise entre Israel e Líbano se intensificou após a entrada do Hezbollah na guerra, em apoio ao Irã. O grupo é considerado um dos principais adversários de Israel e mantém forte presença no sul libanês.


Desde o início dos confrontos, mais de 1 milhão de libaneses foram deslocados, em meio a ataques e ordens de evacuação. Israel afirma que suas operações visam afastar o grupo da fronteira. (Metrópoles)

Itamaraty critica EUA por falta de ‘boa prática diplomática’ e aplica reciprocidade

Governo brasileiro afirma que decisão foi unilateral e sem diálogo prévio

O Itamaraty criticou a atuação do governo dos Estados Unidos após a retirada das funções de um agente da Polícia Federal em território norte-americano.



Em nota divulgada nesta quarta-feira (22), o Ministério das Relações Exteriores afirmou que a decisão foi tomada de forma unilateral e não seguiu o que classificou como “boa prática diplomática de diálogo entre nações amigas”.


Crítica à falta de diálogo

Segundo o governo brasileiro, a medida foi comunicada apenas verbalmente e sem qualquer tentativa prévia de esclarecimento ou negociação.


O Brasil também destacou que a decisão não respeitou acordos de cooperação bilateral nem os procedimentos previstos para esse tipo de situação.


Leia a íntegra da nota do Itamaraty

“Diante da confirmação da informação de que oficial de ligação da Polícia Federal brasileira junto ao Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), em Miami, foi comunicado verbalmente pelo governo dos Estados Unidos sobre a interrupção imediata do exercício de suas funções oficiais em território norte-americano, representante da embaixada daquele país foi convocada ao Ministério das Relações Exteriores no final da tarde de ontem (21).


A representante da embaixada norte-americana foi informada, também verbalmente, que o governo brasileiro aplicará o princípio da reciprocidade diante da decisão sumária contra o agente da Polícia Federal, que não foi precedida de qualquer pedido de esclarecimento ou tentativa de diálogo sobre o caso, como prevê o parágrafo 7.3 do memorando de entendimento bilateral que regula essa modalidade de cooperação policial.


A medida tampouco observa a boa prática diplomática de diálogo entre nações amigas, como o Brasil e os Estados Unidos, ao longo de mais de 200 anos de relação.


Os termos da aplicação da reciprocidade foram também transmitidos verbalmente à representante da embaixada, e envolvem a interrupção imediata do exercício de funções oficiais de representante norte-americano de área homóloga em território brasileiro.”


Resposta com reciprocidade


Diante do episódio, o governo brasileiro convocou um representante da embaixada dos EUA e informou que aplicaria o princípio da reciprocidade.


Na prática, isso significa que um agente norte-americano em função equivalente no Brasil também teve suas atividades interrompidas.


Contexto da crise


A tensão diplomática ocorre após a detenção do ex-deputado Alexandre Ramagem nos Estados Unidos, na semana passada.


Considerado foragido pela Justiça brasileira, ele havia sido alvo de pedido de extradição.


A prisão foi inicialmente associada à cooperação entre os países, mas autoridades norte-americanas afirmaram que a abordagem ocorreu por questões migratórias.


Ramagem foi liberado dois dias depois e segue nos EUA enquanto aguarda análise de um pedido de asilo.


Ponto central do impasse

Os Estados Unidos alegaram que o agente brasileiro teria tentado interferir em procedimentos formais de imigração.


Já o governo brasileiro interpreta a decisão como uma quebra de confiança na cooperação bilateral.

Delegado expulso dos EUA no caso Ramagem já matou vigilante atropelado

Governo dos EUA determinou a saída de delegado brasileiro do país após cooperação da PF na prisão do ex-deputado pelo ICE...


O delegado da Polícia Federal (PF) Marcelo Ivo de Carvalho (foto em destaque), que foi expulso dos Estados Unidos após atuar na prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) na Flórida, já matou um vigilante atropelado em uma rodovia no interior de São Paulo, em outubro de 2016.

Ivo dirigia uma Mercedes-Benz pela Rodovia Raposo Tavares, na região de Sorocaba, quando bateu na traseira da moto conduzida pelo vigilante Francisco Lopes da Silva Neto, de 38 anos, que morreu após o acidente. O bafômetro atestou que o delegado da PF estava embriagado e ele foi denunciado por homicídio culposo na direção de veículo, com a qualificadora por dirigir sob a influência de álcool.

O delegado recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar trancar a ação penal, mas o recurso foi indeferido pela Sexta Turma, em novembro de 2019. Quase um ano depois, em setembro de 2020, Marcelo Ivo foi absolvido pela Justiça paulista, após ressarcir a família da vítima por danos materiais e morais — o vigilante era casado e tinha duas filhas.

Quem é o delegado Marcelo Ivo

Delegado da Polícia Federal desde 2003, Marcelo de Ivo Carvalho já atuou no combate ao crime organizado na Superintendência de São Paulo, entre 2018 e 2021.

Neste período, ele atuou na Operação Tritão, que prendeu o ex-deputado Marcelo Squassoni, empresários e diretores da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), por suspeita de corrupção.

Antes disso, Ivo já havia chefiado a delegacia da PF no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

De fevereiro de 2022 até janeiro de 2023, Ivo foi superintendente da PF na Paraíba.

Nos EUA, Marcelo Ivo era o oficial de ligação da Polícia Federal em Miami desde agosto de 2023. Ele era o único delegado federal brasileiro designado para atuar diretamente nas dependências da agência norte-americana, coordenando a cooperação em investigações transfronteiriças e operações migratórias na região, incluindo a Flórida.

Marcelo Ivo exercia a função de oficial de ligação da Polícia Federal junto ao Immigration and Customs Enforcement (ICE), órgão norte-americano responsável pela aplicação das leis de imigração e alfândega.

Expulsão dos EUA

Nos Estados Unidos, Marcelo Ivo trabalhava com o Departamento de Segurança Interna americano, responsável também por temas como imigração e combate ao terrorismo.

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil fez publicação dura sobre a conduta de Ivo. O órgão disse que o funcionário brasileiro foi expulso do país por suposta tentativa de manipular o sistema migratório norte-americano.

“Nenhum estrangeiro pode contornar pedidos formais de extradição ou prolongar perseguições políticas em território dos EUA”, publicou na rede social X.

Anteriormente, o Metrópoles havia noticiado que Ivo deixaria os EUA. No fim da tarde dessa segunda (20/4), o perfil no X do Escritório para o Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado confirmou a saída do delegado.

A Polícia Federal informou que o delegado estava nos EUA em missão oficial de colaboração com as autoridades locais. A expulsão ocorreu de forma compulsória, sem que tenham sido informados os motivos exatos pela parte norte-americana.

Nesta terça-feira (21/4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que, se tiver havido abuso das autoridades dos Estados Unidos na expulsão de Ivo dos Estados Unidos, o Brasil poderá responder à altura.

“Fui informado hoje de manhã, acho que, se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com os deles no Brasil”, destacou Lula.

Além disso, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta manhã que a instituição não recebeu comunicação oficial do governo dos Estados Unidos sobre a solicitação para que o delegado brasileiro deixe o país.


Ramagem preso e liberado pelo ICE

O ex-deputado Alexandre Ramagem foi preso em 13 de abril, enquanto caminhava em uma rua de Orlando, na Flórida. Ele foi detido por estar com o visto vencido desde março. Condenado a 16 anos de prisão pelo envolvimento na trama golpista no Brasil, ele é considerado foragido desde setembro de 2025.

O pedido de extradição de Ramagem foi formalizado em dezembro pelo Ministério da Justiça à Embaixada do Brasil em Washington, que enviou a documentação ao Departamento de Estado dos EUA.

LEIA MAIS - Alexandre Ramagem é solto de prisão do ICE nos EUA

FONTE - Rebeca Ligabue - metrópoles.

Soldado israelense destrói estátua de Cristo a marretadas no Líbano

De acordo com as Forças de Defesa de Israel, o ato ocorreu no sul do Líbano e o incidente é classificado como “extremamente grave”

As Forças de Defesa de Israel (IDF, sigla em inglês) confirmaram, nesse domingo (19/4), que a imagem mostrando um soldado israelense destruindo uma estátua de Jesus Cristo em um vilarejo cristão no sul do Líbano é verdadeira.



Em publicação no X, a IDF afirmou que o episódio é considerado “extremamente grave” e destacou que a conduta não representa os valores esperados de seus soldados.


“Após a conclusão de uma análise inicial sobre uma fotografia publicada hoje, na qual um soldado das Forças de Defesa de Israel aparece danificando um símbolo cristão, determinou-se que a fotografia retrata um soldado da IDF em operação no sul do Líbano. As IDF consideram o incidente extremamente grave e enfatizam que a conduta do soldado é totalmente incompatível com os valores esperados de suas tropas”, afirmaram.


Ainda em comunicado, as Forças de Defesa informaram que o incidente está sendo investigado pelo Comando Norte, onde “medidadas apropriadas serão tomadas contra os envolvidos, de acordo com as conclusões da investigação”.


“Além disso, as IDF estão trabalhando para auxiliar a comunidade na recolocação da estátua em seu local original. As IDF estão empenhadas em desmantelar a infraestrutura terrorista estabelecida pelo Hezbollah no sul do Líbano e não têm a intenção de danificar infraestruturas civis, incluindo edifícios ou símbolos religiosos”, concluiram.


Nesta segunda-feira (20/4), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reagiu, nas redes sociais, sobre o ocorrido e afirmou que ficou “entristecido” ao saber da ação do soldado.


“Como Estado judeu, Israel preza e defende os valores judaicos de tolerância e respeito mútuo entre judeus e fiéis de todas as religiões. Condeno o ato nos termos mais veementes. As autoridades militares estão conduzindo uma investigação criminal sobre o caso e tomarão as medidas disciplinares cabíveis contra o infrator”, afirmou Netanyahu. 

EUA ameaçam Peru após governo sugerir pausa em compra de aviões de combate

Presidente interino disse em entrevista que aquisição de caças implica endividamento e deve ser tomada pelo próximo presidente

O embaixador dos Estados Unidos no Peru, Bernie Navarro, ameaçou na sexta-feira (17) o presidente interino do país sul-americano, José María Balcázar, após ele indicar que pode pausar a compra de aviões de combate para renovar a frota da Força Aérea.



“Se negociarem de má-fé com os EUA e prejudicarem os interesses norte-americanos, tenham certeza de que, como representante da administração Trump, utilizarei todas as ferramentas disponíveis para proteger e promover a prosperidade e a segurança do nosso país e da região”, escreveu Navarro na rede social X.



Balcázar, que assumiu em fevereiro após a destituição do também interino José Jerí, afirmou que está “avaliando” e que falará com seus ministros na próxima semana para definir se tomará a decisão.


O governo peruano ainda não informou se escolheu um modelo para a compra de 24 aviões de combate. A expectativa é que o país opte por caças F-16 dos Estados Unidos.


Mas Balcázar afirmou que a aquisição implicaria um endividamento “enorme” e deveria ser decidida pelo próximo governo, cujo mandato começa em 28 de julho.


“Meu governo é transitório e termina em julho. Acho que deveríamos deixar [a decisão] para o novo governo, após a eleição e [conforme] a vontade dos cidadãos”, disse ele à rádio peruana Exitosa.


O processo de compra das aeronaves para a Força Aérea do Peru começou, de acordo com a presidência peruana, no governo da ex-presidente Dina Boluarte, destituída em outubro do ano passado.


Em março, a presidência peruana informou em comunicado que a aquisição ainda não estava concluída. (CNN)

Ataque no estreito de Ormuz aumenta tensão entre Irã e Estados Unidos

Em meio à escalada de tensões no Golfo, embarcações armadas da Guarda Revolucionária do Irã dispararam contra um navio petroleiro que trafegava pelo Estreito de Ormuz neste sábado (18), conforme informou a Organização de Tráfego Marítimo do Reino Unido.

Navio de bandeira tailandesa Mayuree Naree em chamas após bombardeio na região do Golfo Pérsico


De acordo com o comunicado, o alerta partiu diretamente do comandante da embarcação, que relatou a aproximação de duas lanchas militares iranianas a cerca de 30 quilômetros da costa de Omã. Segundo o capitão, não houve qualquer tentativa de contato por rádio antes do início dos disparos. A identidade do navio não foi divulgada.


Apesar da ação, a organização britânica afirmou que tanto o petroleiro quanto os tripulantes permanecem fora de perigo.


O episódio ocorre no mesmo período em que o Irã reforçou medidas restritivas à navegação no estreito, uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo. A decisão foi tomada após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que reafirmou a continuidade do bloqueio americano a embarcações que utilizem portos iranianos.


Em resposta, a Marinha ligada à Guarda Revolucionária publicou nas redes sociais que a situação no Estreito de Ormuz seguirá inalterada enquanto houver ameaças à circulação de navios iranianos com destino ao próprio país.

Trump diz que governo encontrou documentos “interessantes” sobre OVNIs

Presidente afirma que primeiros arquivos devem ser divulgados em breve; em março, o site mostrou que o governo estadunidense registrou o domínio de site "aliens.gov"

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (17) que a revisão de materiais sobre OVNIs feita por seu governo encontrou uma série de documentos “interessantes”.



Segundo Trump, as primeiras divulgações devem ocorrer “muito, muito em breve”, permitindo que o público avalie as informações sobre fenômenos aéreos não identificados.



A declaração foi feita durante um evento com apoiadores organizado pelo grupo conservador Turning Point USA.


A iniciativa faz parte de uma ordem emitida em fevereiro, na qual Trump determinou que agências do governo começassem a identificar e liberar arquivos relacionados a OVNIs, fenômenos aéreos não identificados (UAPs) e possível vida extraterrestre.


O presidente justificou a medida citando o forte interesse público no tema. Até o momento, não há detalhes sobre o conteúdo dos documentos nem sobre o que exatamente será revelado nas primeiras divulgações.


"Aliens.gov"

Em março, a CNN Brasil mostrou que o governo estadunidense registrou o domínio de site "aliens.gov", fato que gerou mais especulações sobre extraterrestres.


Procurada pela reportagem, a Casa Branca respondeu ao pedido de explicação do motivo com um emoji de alien e a frase: fique ligado!


A decisão foi tomada na época em resposta de Trump ao ex-presidente Barack Obama, que afirmou em uma entrevista a um podcast que "alienígenas são reais", mas que até hoje não há uma prova sobre isso, dando uma percepção pessoal sobre o tema. 


Não é de hoje que o tema é destaque, principalmente nos Estados Unidos. No passado, o Projeto Livro Azul, do governo americano, investigava casos envolvendo OVNIs, muitos até hoje sem explicação.


*Com informações da Reuters


Irã libera passagem de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz

Autoridade do governo iraniano diz que medida vale durante o período do cessar-fogo...


O ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta sexta-feira (17) que a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz está totalmente liberada durante o restante do período de cessar-fogo.

A decisão foi tomada após o anúncio do cessar-fogo no Líbano, que começou a valer na quinta-feira (16).

"A passagem de embarcações pelo estreito seguirá a rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Assuntos Marítimos do Irã", afirmou Abbas Araqchi em uma publicação no X.

O Estreito de Ormuz , por onde passa quase um quinto do petróleo e gás mundial.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a trégua na quinta-feira (16) e afirmou ter convidado o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente libanês, Joseph Aoun, à Casa Branca para negociações de paz.

Essa seria a primeira vez em décadas que os líderes dos dois países conversariam diretamente.

fonte - Da Reuters - CNN BRASIL

Trump anuncia cessar-fogo de 10 dias entre Líbano e Israel

Ainda não houve pronunciamento do Hezbollah sobre o assunto...

FOTO - REPRODUÇÃO

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que os líderes de Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo de 10 dias, que começará nesta quinta-feira (16) às 18h, no horário de Brasília.

Ainda não houve pronunciamento de outras autoridades ou do Hezbollah sobre o assunto. O grupo libanês se opõe às conversas com Israel.

*em atualização

fonte - Tiago Tortella, da CNN Brasil.

Alexandre Ramagem é solto de prisão do ICE nos EUA

Condenado pelo STF a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, ex-deputado do PL havia fugido do Brasil em 2025 e foi detido em Orlando

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) foi solto nos Estados Unidos nesta quarta-feira (15), após dois dias detido em Orlando, na Flórida.



Segundo a TV Globo, autoridades americanas informaram que ele foi liberado às 14h52 no horário local (15h52 em Brasília). A Polícia Federal (PF) diz aguardar mais detalhes oficiais sobre a soltura.


Ramagem havia sido levado na segunda-feira (13) para um centro de detenção em Orange County. Nesta quarta, o nome dele já não aparecia na lista de detidos do local nem no sistema do Serviço de Imigração dos EUA (ICE).


Segundo a PF, a prisão ocorreu por questões migratórias.


O ex-deputado deixou o Brasil em 2025, após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. As investigações apontam que ele integrava o núcleo central da trama que buscava manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder.


De acordo com a PF, Ramagem saiu do país de forma clandestina, cruzando a fronteira de Roraima com a Guiana antes de seguir para os EUA.


Em janeiro deste ano, o Ministério da Justiça informou ao STF que o pedido de extradição de Ramagem foi encaminhado ao governo norte-americano. A Embaixada do Brasil em Washington enviou a documentação ao Departamento de Estado em 30 de dezembro de 2025.


Aliados diziam que ele pretendia pedir asilo político nos Estados Unidos, enquanto o ministro Alexandre de Moraes determinou a inclusão de seu nome na lista da Interpol, permitindo a detenção por autoridades estrangeiras.


Em dezembro, a Câmara dos Deputados cassou seu mandato e cancelou o passaporte diplomático. Por ordem do STF, também houve bloqueio dos vencimentos parlamentares.


Delegado da Polícia Federal, ele ganhou projeção ao chefiar a segurança de Bolsonaro em 2018 e comandou a Abin no governo, período hoje alvo de investigações no caso da “Abin paralela”.

Beijo pela internet? Cientistas criam dispositivo que promete transmitir sensação real à distância

Cientistas desenvolveram um dispositivo experimental capaz de reproduzir a sensação física de um beijo entre pessoas que estão distantes. A tecnologia utiliza sensores para captar pressão, movimento, calor e outros estímulos táteis, transmitindo essas informações em tempo real para outro aparelho conectado à internet.

O sistema é baseado na chamada tecnologia háptica, área voltada à transmissão de sensações físicas por meios digitais. Em versões recentes do protótipo, os pesquisadores buscam simular com maior fidelidade o toque dos lábios, a intensidade do contato e a temperatura, o que levou testadores a classificarem a experiência como bastante realista.

A proposta reacende discussões sobre o futuro da intimidade digital, especialmente em relacionamentos à distância. Especialistas apontam que esse tipo de inovação pode transformar a forma como as pessoas mantêm vínculos afetivos, aproximando ainda mais o contato virtual da experiência física.

Apesar da repercussão, a tecnologia ainda está em fase experimental e não possui aplicação comercial ampla. Além do uso em relações interpessoais, pesquisadores também estudam possibilidades na medicina, realidade virtual e robótica social.

Se quiser, posso reescrever em formato de matéria mais chamativa para portal de notícias, com tom de curiosidade e alto engajamento.

Trump diz que 'não faz diferença' se um acordo for alcançado ou não com o Irã

O presidente americano disse na Casa Branca que acompanha por relatos as negociações com o Irã em Islamabad, e afirmou que, independentemente de um acordo, considera que os EUA já venceram.



Enquanto as negociações continuam no Paquistão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (11) que, do ponto de vista dele, "não faz diferença" se um acordo for alcançado ou não com o Irã".


Falando a jornalistas na Casa Branca, o republicano disse que está recebendo diversos relatos sobre as conversas em Islamabad, que, segundo ele, já se estendem por muitas horas. Apesar disso, Trump afirmou que os EUA já saíram vencedores.


"Independentemente do que aconteça, nós vencemos", disse. "Derrotamos completamente aquele país."


Ao comentar as negociações, o presidente reiterou que não vê o desfecho das conversas como algo decisivo.


“Vamos ver o que acontece, mas, do meu ponto de vista, não me importo”, afirmou.

Trump ainda repetiu declarações anteriores de que os EUA teriam eliminado a força aérea, a marinha e a liderança do Irã.


Segundo ele, agora o governo americano trabalha para garantir a abertura do Estreito de Ormuz — uma ação que, afirmou, estaria sendo realizada em nome de outros países que descreveu como “medrosos, fracos ou mesquinhos”.


O presidente americano também criticou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), dizendo que a aliança militar não ofereceu apoio aos EUA.


Trump diz que está limpando Ormuz

Dois navios de guerra dos EUA passaram pelo Estreito de Ormuz neste sábado (11), pela primeira vez desde o início do conflito com o Irã. Teerã, no entanto, negou que a travessia tenha ocorrido.


Trump mencionou que os americanos teriam começado a "limpar" a via marítima, referindo-se às minas navais colocadas na região pelo Irã. Logo depois, a informação foi confirmada pelas Forças do Comando Central dos EUA (CENTCOM).


As falas do republicano acontecem em meio ao encontro entre representantes americanos e iranianos no Paquistão, a respeito de um possível acordo de paz entre os países. O presidente americano também aproveitou para reforçar a ideia de que os EUA estão "vencendo" a guerra.


Segundo Teerã, há condições que Washington precisa aceitar antes de qualquer negociação direta para encerrar a guerra, que já dura seis semanas.


No início da semana, Trump também disse que o Irã não deveria cobrar taxas de navios que atravessam o Estreito de Ormuz, região atualmente bloqueada e que tem provocado a maior interrupção da oferta global de energia da história.

Por Redação g1

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